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Atração do Floripa Flow, Criolo celebra primeiro álbum da carreira

Criolo afirma que com esse show quer contar uma história para os jovens, que a música é importante

Karin Barros
Florianópolis
15/01/2017 às 18H44

Quando gravou o primeiro álbum “Ainda há tempo”, que ficou pronto em 2006, o rapper Criolo ainda era Doido. Adjetivo, aliás, que veio como herança da mãe, que era considerada doida por organizar feiras de arte no bairro onde moravam em São Paulo. “Ela sempre teve fé e queria ajudar o próximo, e era tida como louca. Preciso comer muito arroz com feijão para merecer esse elogio”, diz Criolo sobre a opção de tirar “doido” do nome artístico.  

Rapper Criolo estará em Florianópolis no dia 21 de janeiro - Divulgação/ND
Rapper Criolo estará em Florianópolis no dia 21 de janeiro - Divulgação/ND



O primeiro álbum, regravado em 2016, nunca teve a repercussão que merecia, pois segundo Criolo, na época ele tinha pouco dinheiro, e repercutir nacionalmente era difícil, já que as redes sociais não tinham papel tão forte na sociedade. O álbum começou a ser gravado em 2002, e foi pago parcelado durante quatro anos, “feito na parceria” com o produtor da época. Porém, assim que todas as gravações foram terminadas, o estúdio pegou fogo, e tudo foi perdido. “Instrumental, voz, não tínhamos nada no final”, lembra Criolo.

Em Florianópolis no dia 21 de janeiro, na festa Floripa Flow, que também traz Emicida, Rael e MC Marechal, Criolo traz o show do álbum comemorativo de dez anos de “Ainda há tempo”, com o DJ DanDan e Marco. “Tinha uma vontade muito grande de celebrar esse álbum, que foi tão trabalhoso para nós na época, mas não tinha como fazer um show sem o instrumental. Para a nossa felicidade, os caras que trabalhamos já tinham ouvido falar desse CD e mandaram suas contribuições”, explicou o rapper.

A expectativa para o evento é que junto venha todo o cenário, uma paisagem móvel de tela de LED, criada pelo artista plástico Alexandre Órion, que fez as engenhosas e lisérgicas animações que acompanham o fluxo contínuo de canções e moldam a experiência ao vivo.  Criolo afirma que com esse show quer contar uma história para os jovens, que a música é importante, “que quem está envolvido com música é importante, não importa de onde ela venha, que é uma expressão de arte maravilhosa.” “É a energia de composições de 1987 em 2006  sendo apresentadas em 2017”, resume. Música dos álbuns “Convoque seu Buda” e “Nó na orelha” também estão no repertório.

Perguntado sobre a diferença do rapper de 2006 para o de agora, ele diz que nada mudou. “Estou do mesmo jeito. A arte é o que você deixa para ela, e o que você deixa ela oferece para você”, diz.

Algo mais na agenda musical 

O Floripa Flow é uma realização da Oloko Records com produção Orth Produções e surge para ocupar um espaço cativo na agenda musical do verão na Grande Florianópolis.  A proposta é, mais do que um estilo, celebrar a música. O festival não conta com qualquer suporte de lei de incentivo fiscal e patrocínios e se financiará com a venda de ingressos a preços acessíveis e com caráter solidário – R$ 40, mais um quilo de alimento não perecível. Os mantimentos arrecadados serão doados para instituições sociais da região.

A acessibilidade também toma uma percepção mais ampla, com a escolha do Centrosul para receber o festival, saindo da órbita das praias e estabelecimentos distantes para se instalar na região central da cidade, ponto referencial na promoção da cultura urbana em Florianópolis e com facilidade de acesso e de serviço de transportes para o público de toda a região.

Serviço


O quê: Floripa Flow
Quando: 21/1, 20h

Onde: Centrosul, av. Gustavo Richard, 850, Centro, Florianópolis

Quanto: a partir de R$ 40 (solidário) e R$ 80 (inteira)

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