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Sexta-Feira, 21 de Setembro de 2018
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Artistas recriam a paisagem de Florianópolis em obras

Imagens ganham projeção por conta das comemorações dos 288 anos da cidade

Edinara Kley
Florianópolis

Imagens de Florianópolis eternizadas em pinturas, aquarelas, fotografias, murais e esculturas espalhadas pela cidade, que ganham projeção por conta das comemorações de aniversário, mostram a preocupação dos artistas catarinenses, dos pioneiros aos contemporâneos, em registrar novas perspectivas da Capital e suas peculiaridades. 

 

Reprodução/ND
Obra "Vento Sul e Chuva", de Hassis, mostra cotidiano da cidade

“Como morar numa Ilha colorida como essa e não registrar essas cores nas pinturas?” Questionava-se Heidy de Assis Corrêa, o Hassis, enquanto observava a paisagem. De sua autoria são grande parte dos registros pictóricos, desenhos e fotografias, que ilustram as tradições e transformações da cidade, entre os anos 1950 até 1970.

O interesse pelo cenário urbano, sem deixar de retratar questões humanistas e sociais, resultou em várias séries de pinturas, fotografias e murais espalhados pelas ruas e praças centrais. “Ele tinha uma preocupação muito grande em registrar o cotidiano”, lembra Leliah Corrêa Vieira, filha do artista.  Em conversa com a obra, “Vento Sul e Chuva”, de 1957, o artista visual Pedro Driin, chegou a fazer um grafite, em um muro da cidade. A obra foi apagada.

Divulgação/ND
Grafite de Pedro Driim dialogava com obra de Hassis na rua Arcipestre Paiva

Victor Meirelles foi um dos primeiros a lançar um olhar panorâmico sobre o patrimônio arquitetônico e os costumes herdados dos açorianos. “Vista do Desterro, atual Florianópolis”, obra criada por volta de 1840, é uma das mais lembradas de sua produção. Entre os grandes do século 20, Martinho de Haro assina centenas de telas que remetem a vida à beira mar. As embarcações, o comércio na antiga Baía Sul e a ponte Hercílio Luz estão entre elas. 

Divulgação/ND
"Desaponte" de Diego de Los Campos faz leitura contemporânea da ponte 

O principal cartão postal da Ilha também ganhou leitura contemporânea na obra “Desaponte” (2009), do artista plástico Diego de Los Campos, cujo efeito sobre foto mostra a Hercílio Luz retorcida. Em outra abordagem moderna, Eli Heil jogou suas cores sobre um ponto turístico e, em 1997, pintou o “Morro da Cruz”. 

 

 

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