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Artista plástico Athos Bulcão ganha homenagem do Google

No dia em que artista completaria 100 anos, Google Doodle aparece em forma dos famosos azulejos do carioca

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
02/07/2018 às 16H51

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nesta segunda-feira (2), o artista plástico Athos Bulcão (1918-2008) completaria 100 anos. Em sua homenagem, o Google Doodle aparece em forma dos famosos azulejos do artista carioca.

Pintor, escultor e desenhista, Bulcão ficou conhecido pelos azulejos em prédios públicos e pontos turísticos no país. Neles, destacam-se a modulação e grafismo com base nas formas geométricas.

Bulcão ficou conhecido pelos azulejos em prédios públicos e pontos turísticos no país - Reprodução/Google
Bulcão ficou conhecido pelos azulejos em prédios públicos e pontos turísticos no país - Reprodução/Google


Entre os mais famosos estão a Igreja da Pampulha, de Belo Horizonte, no Congresso Nacional e Aeroporto Juscelino Kubitschek, ambos em Brasília.

Nascido em 1918, no bairro do Catete no Rio, Bulcão foi criado pelo seu pai --amigo e sócio de Monteiro Lobato-- em Teresópolis. Em 1939, ele abandonou os estudos em medicina para dedicar-se à pintura.

Galeria Athos Bulcão Veja fotos da sede da fundação em Brasília https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/nova/708-athos-bulcao   Em 1944, faz a primeira mostra na inauguração da sede do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Depois, ingressou no Serviço de Documentação do Ministério da Educação onde fez ilustração de catálogos, e livros, entre eles, o "Encontro Marcado" e "A Cidade Vazia" do mineiro Fernando Sabino.

Bulcão também desenhou capas de revistas como "Brasil Arquitetura" e "Módulos de Arquitetura".

Em 1952,  passou a recortar imagens fotográficas de origens diversas e montou novos conjuntos por ele fotografados. Suas fotomontagens surpreendem pela lógica que surgem das imagens associadas.

A partir de 1955, Bulcão passou a trabalhar com o arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012). Em 1957, integrou o grupo responsável pela decoração de Brasília. No ano seguinte, ele se mudou para Brasília, onde morou até o final da sua vida.

Além do Brasil, Bulcão também realizou trabalhos em Cabo Verde, França, Argélia, Itália e Argentina.

Durante a vida, foi amigo de modernistas como Burle Marx, Jorge Amado, Vinícius de Moraes, Ceschiatti e Manuel Bandeira. Também trabalhou com Candido Portinari, no painel de São Francisco de Assis da Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte.

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