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Quinta-Feira, 20 de Setembro de 2018
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Artista carioca Gustavo Speridião explora Florianópolis nas férias

Andanças na cidade servem de inspiração para o artista visual, da safra recente de contemporâneos do Rio de Janeiro

Dariene Pasternak
Florianópolis
Sofia Franco/ND

Gustavo visitou museus, como o Victor Meirelles (da foto), e aproveita para percorrer o Centro da Capital, onde para ele há uma galeria a céu aberto de artistas anônimos

 

Entre a apreciação do visual da Lagoinha do Leste, uma caminhada para registrar os desenhos e escritos na passarela de pedestres da ponte Pedro Ivo e uma expedição pelas frases soltas e esquecidas no Centro da Capital. Gustavo Speridião é uma prova que Florianópolis não recebe só os visitantes em busca das praias e das belezas naturais no verão. Não, ele não dispensa esta parte, mas seu turismo e exploração também são de outras ordens.


O artista visual carioca, de 32 anos, desde 2001 vem de férias à Capital, onde mora a família da namorada Júlia. “Já vi surgir aterro, túnel, prédios gicantescos”, observa o turista acidental, formado em belas artes pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), com mestrado em artes visuais na mesma instituição.

Gustavo é artista já com uma trajetória, da safra recente de contemporâneos que interveem e experimentam linguagens. Por isso, gosta de transitar pelas cidades assim como pelos suportes, que vão do desenho à pintura, da fotografia ao vídeo, de uma tela à rua, do carvão à caneta, ao nanquim, ao acrílico ou vinílico. Um se faz com o outro e vice-versa.


Apontado como uma das promessas da nova geração de artistas do Rio pela revista “O Globo”, em 2007, Gustavo já foi um dos Mapeados Rumos, do Itaú Cultural, e recentemente entrou no Rumos Artes Visuais com o filme de média-metragem “O Circo dos Sonhos”, do coletivo Gráfica Utópica, que integra com os artistas Andrei Müller e Flávio Vasconcelos.


No desenho, é conhecido por suas intervenções em livros e revistas, onde reescreve ou redesenha por cima, oferecendo novas leituras - algumas  críticas políticas –  e também nas ruas. Uma de suas “marcas registradas” é a intervenção “Nuvem”, na verdade um cubo geométrico, com a palavra nuvem escrita – um questionamento entre o racional e a abstração. “Já desenhei algumas aí em Florianópolis na ponte e em tapumes com caneta. Mas aqui também aproveito para escrever e desenhar”, diz.


Leia matéria na íntegra na edição impressa desta quinta-feira (6) do jornal Notícias do Dia

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