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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Alunos procuram a dança de salão para socializar, fazer atividade física ou se tornar profissional

Oficinas do Baila Floripa, evento de dança de salão que acontece deste quinta (30) na cidade, tiveram 750 inscrições só no primeiro dia

Carolina Moura
Florianópolis

Débora Klempous/ND
O casal Eliza e Alexandre se conheceu em uma aula de tango — ela era professora e ele aluno. Hoje têm uma escola e se apresentam juntos

Diferente de outras danças que tomam lugar no palco, a dança de salão — como o nome já diz — é, além de uma arte, uma atividade social. Em sua escola, a Casarão da Dança, o casal Eliza Moritz e Alexandre Souza organiza bailes, churrascos e atividades como rafting com os alunos, que interagem além das aulas de dança. “A dança de salão é um quebra-gelo. O aluno se sente à vontade para convidar alguém de outra turma para dançar porque, apesar de não se conhecerem, eles têm a dança em comum”, diz Alexandre. Para ele, esse é um dos principais atrativos pelos quais as pessoas procuram a dança, e Eliza destaca também o bem-estar e atividade física.

Eliza e Alexandre estão entre os professores que oferecem oficinas na 12º Mostra de Dança de Salão de Florianópolis – Baila Floripa, que começou na quinta (30) e vai até domingo em Florianópolis. Só no primeiro dia, foram cerca de 750 inscritos nas aulas de nível iniciante ou avançado, entre profissionais em treinamento e pessoas que têm a dança como hobby pelos seus motivos pessoais. É o caso de Dieter Westphal, 24 anos, que era lutador de judô e começou a dançar por convite de um grupo de amigos. Ele viu a dança como um desafio à sua timidez, e continua praticando há três anos. “Se vou sair à noite, quero ir a uma festa de dança de salão. Não me interessa música eletrônica”, diz ele, que é aluno de Eliza e expandiu seu círculo de amizades através da dança.

Mas a socialização promovida pelas escolas e pela própria dança não fica apenas na amizade. Eliza conta que já foi em três casamentos de casais que se conheceram em sua escola, e agora já nasceram dois bebês. É a história dos dois professores que se repete: eles se conheceram em aula, ela era a professora de tango, ele o aluno. Hoje têm a escola juntos e apresentam coreografias de tango juntos, como na segunda noite da mostra oficial do Baila Floripa, sábado, no Teatro Ademir Rosa.

Débora Klempous/ND
Dieter encontra na dança de salão uma forma de vencer a timidez e socializar

Dança para vencer desafios

Ed Charlles era atleta, participando de provas de resistência de atletismo em campeonatos como o Jasc. Depois de dez anos dedicados ao esporte, ele sofreu lesões na virilha, lombar e posterior da coxa, e teve que parar de correr. Na época tinha 20 anos e decidiu buscar outra atividade pela qual sempre se interessou mas não tinha tempo ou dinheiro para se dedicar: a dança. E não foi fácil para o atleta. “Eu tinha muita dificuldade motora. Demorei um ano para começar a dançar”, diz ele, que hoje, aos 34, é professor e uma referência no seu ritmo, a salsa. “Eu encaro a dança como uma terapia. Substituí o atletismo, a coisa que eu amava, por algo que me apaixonei”, diz Ed. Hoje ele faz caminhadas e algumas corridas mais leves, mas sua atividade física principal é a dança. Hoje e amanhã ele oferece a oficina de salsa para iniciantes no Baila Floripa.

Débora Klempous/ND
Matheus Espinoza estuda para se tornar profissional e Fernanda Krüger ocupa todas horas livres com a dança

Dedicação exclusiva

Matheus Espinoza começou a dançar aos cinco anos de idade. Na cidade de Butiá, no Rio Grande do Sul, ele fazia dança folclórica gaúcha e aos 12 passou para dança de salão. Agora, aos 18, faz faculdade de dança em Porto Alegre e quer transformar a atividade em profissão. Ele veio a Florianópolis especialmente para participar das atividades do Baila Floripa. “Na dança a gente consegue se expressar de uma maneira que falando a gente não consegue”, diz ele

Já a curitibana Fernanda Krüger, 27, que mora há quatro anos em Biguaçu, começou a dançar a sete anos mas interrompeu os estudos por alguns anos. Tudo começou com uma curiosidade com relação ao tango, estilo que sempre gostou de assistir e queria aprender. Mas a facilidade de aprender a levou a tentar todos os gêneros de dança. Hoje ela é bolsista no Inevitável Estúdio de Dança, o que significa que faz todas as aulas e ajuda a fazer par em turmas ímpares, e se apresenta com o dono da academia, Daniel Paiva. Administradora, ela não quer abandonar a profissão, mas ocupa todo seu tempo livre com a dança de salão.

Programação - Baila Floripa

Sexta

12h: Aulão especial com Carlinhos de Jesus (Majestic Palace Hotel, av. Jorn. Rubens de Arruda Ramos, 2746, Centro,  Florianópolis, tel. 3231-8000)

20h30: Mostra Oficial de Dança. Abertura com Carlinho de Jesus e encerramento com Alex de Carvalho e Daniela Wergles. (Teatro Ademir Rosa, CIC, av. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis, tel. 3953-2351)

23h – Baile (Majestic Palace Hotel, av. Jorn. Rubens de Arruda Ramos, 2746, Centro,  Florianópolis, tel. 3231-8000)

 

Sábado

12h: Apresentações e aulão no Beiramar Shopping (Piso L1, rua Bocaiúva, Centro, Florianópolis, tel. 3333-8576)

20h30: Mostra Oficial de Dança. Abertura com Marcelo Amorim e Anna Elisa e encerramento com Léo Fortes e Robertinha. (Teatro Ademir Rosa, CIC, av. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis, tel. 3953-2351)

23h – Baile (Majestic Palace Hotel, av. Jorn. Rubens de Arruda Ramos, 2746, Centro,  Florianópolis, tel. 3231-8000)

 

​Domingo

20h30: Competição do 8º Baila Duo e baile de encerramento (Majestic Palace Hotel, av. Jorn. Rubens de Arruda Ramos, 2746, Centro,  Florianópolis, tel. 3231-8000)

 

Oficinas

Sexta (14h – 18h45)

Iniciantes: Salsa, Zouk e Valsa para festas

Intermediário/avançado: Zouk, tango, samba-rock, samba tradicional, samba e west coast swing

 

Sábado (14h – 18h45)

Iniciantes: Sertanejo, west coast swing, salsa, forró eletrônico

Intermediário/avançado: Salsa, samba funkeado, zouk, tango, samba tradicional, bolero e west coast swing

 

Domingo (13h – 18h45)

Iniciantes: Bachata, forró, zouk e samba

Intermediário/avançado: Tango, samba tradicional, samba-rock, samba funkeado, técnica para mulheres, técnica para homens, bolero, zouk e west coast swing

 

 

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