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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Água, pedra, mole, dura, tanto fura até que bate...

Dazaranha completa 20 anos de estrada com todo gás e um show comemorativo

Fábio Bispo
Florianópolis
Débora Klempous/ND
Depois de 20 anos de estrada, agora, a banda quer abrir novas portas

 

Talvez nenhuma outra banda cantou e contou tanto sobre a cultura florianopolitana quanto o Daza. O personagem imaginário criado por Gazú e sua trupe — o homem Dazaranha — traduz em ritmo a vida Ilhéu; levada a bordo de um barco pesqueiro, numa onda que se arma mansamente, na magia que beira o mar... Não menos incansável é a legião que segue o grupo e faz coro onde quer que seja para celebrar as coisas da Ilha e seus (en)cantos. E lá se foram 20 anos estrada e muita música.

De dentro da Caixa D’Água, reduto e local de ensaio da banda desde o início, localizada no Itacorubi, o guitarrista Chico Martins diz que valeu muito o empenho de cada um. “Lembro que quando não tínhamos ‘um pinto pra dar água’ vínhamos pra cá todos os dias ensaiar. Esse período foi bom”, relembra Chico. Para comemorar as duas décadas de história, a banda preparar uma grande festa na próxima sexta-feira (14), no teatro do CIC (Centro Integrado de Cultura). O show também marca lançamento do novo site e do Box Set com os cinco discos de estúdio e o DVD Ao Vivo.

Ao longo da carreira, o Dazaranha construiu uma identidade musical de dar inveja em qualquer artista. Em 1998, com o álbum “Tribo da Lua”, o Daza enfim explodiu no cenário nacional com “Vagabundo Confesso”. A banda tocou em diversas partes do país, e a música foi regravada por diversos artistas. “O Daza nunca esteve perto de acabar. Nossa base aqui em Florianópolis e Santa Catarina é forte”, lembra Adauto Charnesky, o baixista.

Para os mais aficionados, o show comemorativo promete surpresas. A banda ainda faz os últimos ajustes no repertório, mas revelou que músicas que não são normalmente tocadas farão parte do espetáculo no CIC. “Incluímos algumas canções que os fãs pedem, também vamos fazer alguns medleys para poder tocar ao vivo algumas coisas que normalmente não tocamos”, conta o vocalista Gazú. A banda não prometeu totalmente, mas também é grande a possibilidade de canções do novo disco entrarem no setlist.

Mais pela frente

O novo álbum, sexto da carreira, gravado no Estúdio R3, ainda está sendo masterizado no Rio de Janeiro. O novo trabalho tem produção de Carlos Trilha, ilhéu radicado na capital Fluminense. E a nova obra-prima da banda só deve chegar ao público mesmo em 2013. “A previsão é para o final do primeiro semestre”, conta Gazú.

Os músicos estão ansiosos com o material, gravado em três etapas no estúdio que fica em Palhoça. Por enquanto, apenas uma das novas canções tem sido tocada: “Desarmados”. “O disco tem a alma do Dazaranha, buscamos preservar nossa identidade, mas também terá coisa nova”, diz Gazú.

E os 20 anos de estrada em nada significam aproximação do fim, aliás, muito pelo contrário. Gazú espera que para os próximos anos a banda consiga escoar mais rapidamente a produção. “Esperamos, logo, poder lançar coisas novas. Quem sabe um disco acústico e mais um com inéditas. Até porque temos material e se não soltarmos ficamos de certa forma até frustrado”, diz Gazu, mostrando que a banda ainda tem o mesmo tesão para tocar como nos idos de agosto ou setembro de 1992 — é que ao certo não se sabe exatamente o mês de fundação da banda.

Serviço

• O quê: Show 20 anos Dazaranha
• Quando: Sexta-feira, dia 14, 21h
• Onde: Cineclube Nossa Senhora do Desterro - CIC. av. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis, tel: 3953-2301
• Quanto: R$ 50 (Blueticket) 

Vídeo da música "Desarmados", do novo disco do Dazaranha.

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