Publicidade
Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 16º C

Acervo da Casa da Memória corre risco

Prédio no Centro da Capital, que abriga acervo sonoro, de áudio e imagens, sofre com infiltrações

Dariene Pasternak
Florianópolis
Rosane Lima/ND
Radünz mostra os arquivos cobertos de lona, em razão das infiltrações no prédio de 1926

 

O clima úmido da Capital, somado às necessidades constante de restauração de um edifício de 1926 fazem da Casa da Memória, no Centro da Capital, um desafio para o seu principal patrimônio: a sua própria memória. O prédio sofre com infiltrações – problema em parte ocasionado pela quantidade de material jogado pelas janelas dos edifícios vizinhos, que entope as calhas, a localização, em um ponto mais baixo, onde a água desce pela rua e escoa diretamente para o local, além das características de uma construção antiga. O acervo, naturalmente frágil, de fotos da cidade e de seus personagens, livros, material audiovisual e sonoro, para ser conservado necessita de cuidados constantes.


Na última quinta-feira, uma equipe do jornal Notícias do Dia foi até o local para um pesquisa e foi avisada que a Casa da Memória estaria de portas fechadas. A informação não procede, de acordo com Dennis Radünz, diretor de Patrimônio, da FCFFC (Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes), apesar da solução ter sido cogitada no mês de janeiro,  período de chuva, pela arquiteta e urbanista Eliane Veras da Veiga, que estava substituindo Radünz no período de suas férias.

“Choveu dentro da casa e recebi essa medida por e-mail e naquele momento concordei que teria que fechar”, diz o diretor, porém confirmando que a Casa não chegou a fechar as portas. “O que ocorre é que temos uma parte do acervo, que são as imagens originais e fitas cassetes, que tem atendimento restrito”, acrescenta. É justamente este setor, que está no piso superior do prédio e que precisou ser coberto por lonas e afastado das paredes. “Por causa do vento, não temos como prever onde será a infiltração”, diz.

Parte do acervo de fitas cassetes será deslocada para a sala onde fica o auditório da Casa, onde já foram colocados arquivos para receber o material. “Ainda não é o ideal, porque o chafariz da Câmara de Vereadores (na lateral do edifício) também provoca umidade”, comenta Radunz.

Rosane Lima/ND
A Casa da Memória deverá passar por reformas no próximo semestre

Reforma em vista

A Casa da Memória deve passar por uma reforma no segundo semestre deste ano. Conforme Radünz, as obras serão realizadas com recursos próprios da Prefeitura, e devem consumir entre R$ 250 mil a R$ 300 mil. A primeira etapa será a reforma arquitetônica, seguida de uma reforma elétrica e depois hidráulica. “Serão de três a seis meses de trabalho pesado e nesse período nós vamos sim fechar”, avisa. A empresa que venceu a concorrência é Ornatto, a mesma responsável pelos obras de recuperação da Catedral Metropolitana.


A Casa da Memória, criada em 2004, hoje abriga um acervo fotográfico de cerca de 23 mil imagens a partir das duas últimas décadas do século 19, mais de 200  horas de acervo sonoro, com programas de TV relacionados a cultura da cidade e 164 horas de músicas de compositores locais, entre também programas de radioteatro.  Guarda materiais importantes, como o arquivo do compositor Zininho, de Neide Maria Rosa, memória dos bairros e ainda tem uma biblioteca de história geral e catarinense  e obras de referência de artes e cultura.

Saiba mais:
O quê: Casa da Memória, rua Padre Miguelinho, 58, Centro, Florianópolis, tel. 3333-1322.
Quando:  Segunda a sexta, 13h às 19h

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade