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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Academia Desterrense e Câmara de Vereadores de Florianópolis homenageiam poeta Alcides Buss

Escritor tem quatro décadas de carreira e continua difundindo a literatura

Paulo Clóvis Schmitz
Florianópolis

O professor e poeta Alcides Buss recebeu nesta quarta-feira (24) o Prêmio Wilson Medes de Literatura Desterrense, concedido pela Academia Desterrense de Letras, na Câmara de Vereadores de Florianópolis. A homenagem levou em conta a importância da obra do autor, que já tem quase 30 livros publicados em quatro décadas de poesia, e a sua atuação como difusor da cultura e da literatura em Santa Catarina. Antes dele, a academia já havia condecorado os escritores Osvaldo Ferreira de Mello, Leatrice Hoffmann, Dalvina de Jesus Siqueira, Celestino Sachet e Júlio de Queiroz. O nome do prêmio é uma referência ao escritor e editor Wilson Mendes, que morreu em 2009.

Édio Hélio Ramos/Divulgação/ND
O autor tem quase 30 livros publicados

 

Na sessão desta quarta-feira (24), a recepção ao homenageado foi feita pelo vereador Lino Peres, que se diz um admirador de Alcides Buss e leu alguns de seus poemas no plenário. Ele destacou o trabalho de Buss como animador cultural em Joinville, onde começou a publicar seus livros, e depois na Capital, com destaque para o Varal Literário, que levou a poesia para as ruas, praças públicas e escolas municipais. Professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o poeta foi finalista do Prêmio Jabuti e criou o Círculo de Leitura de Florianópolis, que permanece ativo até hoje.

Representando a Academia Desterrense de Letras, o escritor Augusto Barbosa ressaltou as figuras de Wilson Mendes, que dá nome do prêmio, e de Alcides Buss, o homenageado. Da mesma academia, Artêmio Zanon fez um histórico da trajetória do poeta, que nasceu em Salete, no Alto Vale do Itajaí, em 1948, e foi diretor da EdUFSC (Editora da UFSC) entre 1991 e 2008. Ele também presidiu a seccional catarinense de União Brasileira de Escritores e participou ativamente da elaboração do Plano Municipal de Cultura, recém-aprovado pela Câmara de Vereadores.

Em sua fala, Alcides Buss contou como chegou a Florianópolis, em1973, “num tempo em que ainda se comprava leite dos vizinhos”, e da fixação definitiva na cidade, em 1980, como professor concursado da Universidade Federal. Foi nesta fase que começou a dar oficinas de criação literária e reviveu o Varal Literário, que fizera sucesso em Joinville. Essas duas iniciativas ajudaram a difundir a literatura, inclusive nas escolas, criando novas gerações de leitores na cidade.

Entre as obras publicadas por Alcides Buss estão “Círculo quadrado” (1970), “O bolso ou a vida?” (1971), “Ahsim” (1976), “O homem e a mulher” (1980), “O homem sem o homem” (1982), “Pessoa que finge a dor” (1985), “Transação” (1988), “A poesia do ABC” (infantil, 1989), “Contemplação do amor – vinte anos de poesia escolhida” (1991), “Natural, afetivo, frágil” (1992), “Sinais/Sentidos” (1995), “Cinza de Fênix e três elegias” (1999) e “Cadernos da noite” (2004).

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