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Segunda-Feira, 19 de Novembro de 2018
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ABC do crowdfunding: saiba no que prestar atenção quando tentar custear seu projeto na internet

Não é só colocar o projeto no site e esperar. É preciso trabalhar muito para alcançar sua meta

Carolina Moura
Florianópolis
Rosane Lima
Luis Otavio Ribeiro, um dos fundadores do Catarse, esteve em Florianópolis e deu dicas de como obter sucesso no financiamento colaborativo

 

Na última quinta-feira, dia 29 de março, o estudante de administração Luis Otavio Ribeiro, um dos fundadores do Catarse, veio a Florianópolis para dar um workshop sobre crowdfunding. O evento foi organizado pelo Empreende Floripa e o SmartMob Coworking, em parceria com a Parolema, empresa que está promovendo a campanha do CD do músico François Muleka no Catarse.

No workshop, Luis deu várias dicas sobre como se dar bem no Catarse. O principal é estar preparado, porque há muito trabalho a fazer, e ter demonstrar paixão pelo projeto. Confira algumas dicas para quem quer tentar unir multidões para financiar uma ideia:

ABC do crowdfunding

Abrangência

O site financia projetos das mais diversas áreas: música, teatro, cinema, jornalismo, projetos sociais, tecnologia... Só precisa ser um projeto com começo e fim definidos, e que seja criativo.

Boca-a-boca

O segredo do negócio é divulgar para os amigos, familiares, vizinhos... Antes você arrecada dos conhecidos e depois divulga para o mundo. Quem não te conhece vai se sentir mais seguro em investir se você já tiver parte da meta alcançada.

Curva de arrecadação

Os momentos mais importantes do projeto são a primeira e a última semana. Segundo Luis Otavio Ribeiro, sócio do Catarse, se o projeto atinge 30% do valor, a chance de superar a meta na reta final é de 90%. O senso de urgência é um fator importante na arrecadação, motivo pelo qual o período máximo é de 60 dias.

Dá, mas também ganha

Todo projeto no Catarse tem que estabelecer recompensas para os apoiadores. Um CD, um autógrafo, nome nos agradecimentos, um pocket show... quanto maior a faixa da contribuição, mais exclusiva é a recompensa. Ser criativo na hora de escolhê-las é muito importante.

Engajamento

Projetos com viés político e ativista têm mais alcance. O documentário “Belo Monte – Anúncio de uma guerra”, por exemplo, é o que mais arrecadou na história do Catarse: 140 mil reais.

Faça no capricho

O vídeo que apresenta o projeto é o seu cartão de visita, e sua qualidade é muito importante. Na descrição, deve-se detalhar a proposta. Transparência no orçamento também é importante

“Gordurinha”

Os realizadores são orientados a acrescentar cerca de 12% ao orçamento do projeto: 7,5% fica para o Catarse, o restante é cobrado em taxas das operadoras de cartão de crédito.

Honestidade

O Catarse não cobra dos realizadores que executem o projeto ou que entreguem as recompensas. Isso fica como uma questão moral, prometeu tem que cumprir. Quem não dá retorno aos apoiadores acaba perdendo uma rede valiosa de contatos que podem apoiar projetos futuros, até por fora do Catarse.

Ih, não deu 

Um projeto que não deu certo pode retornar ao Catarse seguindo algumas regras: é preciso ter arrecadado ao menos 25% da meta, fazer um novo vídeo explicando a situação e expor o orçamento item por item. O realizador deve também enviar um e-mail a todos os apoiadores que conseguiram para que apoiem novamente.

Jogo de cintura

Durante o período do projeto no site, é hora de executar sua campanha. O planejamento deve vir antes, inclusive o estabelecimento de parcerias e outras fontes de recursos. Pelo menos um mês antes de lançar o projeto, o realizador deve ter bem definido como vai levar a campanha. Mas é preciso ser flexível e estar preparado para lidar com as situações conforme elas vão surgindo.

Leia a matéria completa sobre o crowdfunding como forma de arrecadação de recursos para grupos e artistas catarinenses

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