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"A detetive da Vila do Corvo": uma web série investigativa gravada em Florianópolis

Para acontecer, o projeto está passando por um financiamento coletivo online para arrecadar R$ 8.000

Karin Barros
Florianópolis
08/10/2017 às 14H05

Grandes nomes da literatura investigativa, como Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle, instigam uma ficção local com pitadas realistas e também cômicas. A websérie “A Detetive da Vila do Corvo”, um projeto nascido, criado e que será gravado em Florianópolis, está há um mês no Catarse, site de financiamento coletivo, para uma campanha de arrecadação de R$ 8.000. A história terá, em princípio, cinco episódios de cinco minutos cada.

Telli Narcizo, Lêo Russo, Ivanir França, Sandro Maquel e Romeu Martins criadores da web série
Telli Narcizo, Lêo Russo, Ivanir França, Sandro Maquel e Romeu Martins criadores da web série "A detetive da Vila do Corvo" - Daniel Queiroz/ND


Os atores participantes são integrantes do Grupo de Teatro Armação, o mais antigo do Estado, e do Círculo Artístico Teodora, ambos da Capital. A personagem principal será a Dona Pomboca, interpretada pela atriz Margarida Baird.

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Pomboca, se fizer uma busca rápida no Google, tem significados bem diferentes do que a cultura ilhoa explica. Pomboca nada mais é que uma lamparina à base de querosene usada em uma época em que a energia elétrica chegava a poucas regiões da Capital. Hoje, um objeto original raro, ela é utilizada mais para decoração. Contudo o nome mané serviu de inspiração para Lêo Russo, diretor, produtor executivo e o dono da ideia inicial da série. “Pensei em uma história de uma senhora amável que descobrisse casos a partir da fofoca. Aquela coisa de vovó doce que você acaba contando tudo e ela descobre as coisas”, explica.

A primeira reunião para dar vida à série foi feita no dia 1º de abril (Dia da Mentira) deste ano. Parece brincadeira, mas a trama andou mais rápido do que eles mesmos imaginavam, e deve ser lançada até o final deste ano em uma sala de cinema.

Se uniram a Léo para roteirizar a série, o jornalista Romeu Martins e o publicitário Telli Narcizo. Aos poucos outros nomes se uniram a equipe, como Sandro Maquel, ator e coordenador do elenco, e, Ivanir França, assistente do set e assessor de imprensa.

Vila quase açoriana

Os rapazes queriam algo bem regional, mas ao mesmo tempo universal. “O regionalismo está no sotaque, que não deverá ser algo forçado no diálogo, nos costumes, e o universal é esse coisa de desvendar mistérios”, coloca Romeu Martins.

Margarida Baird, que interpreta a protagonista
Margarida Baird, que interpreta a protagonista Dona Pomboca - Daniel Queiroz/ND


No roteiro, Dona Pomboca, que mora na Vila do Corvo, vai desvendar crimes inéditos que acontecem no interior da Ilha. Nada ligado a contos ou lendas conhecidos pelos florianopolitanos. A protagonista será casada e mãe de dois filhos, sendo um deles um youtuber que ajudará a detetive a revelar os mistérios. Por fim, Pomboca quer saber de todos os detalhes, não por maldade, mas para ter o que comentar com as vizinhas nas sagradas idas às missas de domingo.

A localidade citada pelos roteiristas é fictícia, o que dá liberdade à equipe de filmar em bairros como o Ribeirão da Ilha, Pântano do Sul, ou em Santo Antônio de Lisboa - como aparece no teaser de divulgação -, sem se prender à questão geográfica da cidade.

Martins explica que o nome é inspirado na Ilha do Corvo, uma das dez pequenas ilhas do Arquipélago dos Açores – sendo essa a menor delas -, de onde vieram as famílias que colonizaram Florianópolis no século 18.

Não é mera coincidência

Para quem já leu os contos de Agatha Christie ou com o clássico detetive Sherlock Holmes, de Conan Doyle, por exemplo, verá claramente coincidências. “É uma grande homenagem aos clássicos da literatura inglesa e americana. Quando o Lêo me falou da personagem, me lembrou demais a Miss Marple, da Agatha, e ela não está em domínio público, por isso podemos apenas homenagear, e não transplantar para a história. Holmes está em domínio, porque faz mais de 70 anos da morte do escritor”, atenta Martins.

Web série
Web série procura não se prender as questões geográficas da cidade  - Divulgação/ND


Por isso, na websérie a figura da Pomboca se parecerá muito com a personagem Miss Marple, que mora na Rua da Padaria, que é a Backer Street do Holmes, e o corvo lembra a história de Edgar Allan Poe, que escreveu as primeiras histórias de mistério. A igreja do Ribeirão da Ilha que também deverá aparecer nas filmagens terá o nome de Santa Maria, que tem como referência a aldeia St. Mary Mead, de Agatha.

Os produtores já antecipam que o primeiro caso da série terá bastante relação com os contos de Agatha. “Quem já leu, vai se ligar, mas para os outros não tem problema, porque a história é autoexplicativa”, diz Martins.

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