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2011 foi o ano dos covers e dos tributos em Florianópolis

De Queen a Cazuza, de Creedence a Renato Russo passaram pela Capital neste ano, embora a cidade não tenha tradição de grupos do gênero

Carol Macário
Florianópolis
Alexandro Albornoz/ND
A banda argentina God Save the Queen esteve na Capital em abril deste ano

Se os Beatles, Cazuza, Renato Russo e Deep Purple não podem estar em carne osso em algum palco de Florianópolis, então os fãs se contentam com seu som, imagem e semelhança. Vivos ou mortos, lendas da música brasileira e internacional que fizeram sucesso no passado foram evocados em shows inesquecíveis na Ilha, em performances de bandas que parecem ter surgido para proporcionar boas lembranças. O ano de 2011, contrariando as promessas de que seria a temporada dos grandes shows internacionais em Florianópolis, foi afinal o ano dos covers e dos tributos.

Distantes pelo menos quatro décadas, ou até mais, diferentes gerações viajaram até os anos 60 na última semana em Florianópolis durante o show do Creedence Cover, banda de Campinas (SP) considerada uma das melhores do Brasil – há quem diga que é ainda melhor que a original. Alimentados pela saudade, daquilo que já viveram ou daquilo que não viveram mas gostariam de ter vivido, fãs do original Creedence Clearwater Revival, como  Luiz Alberto Schlemper, 61, e o cabeludo Elias Bruchado, 22, curtiram o bom e velho rock’n roll, aquele o qual não se faz mais. “Aprendi a gostar por causa do meu irmão mais velho”, conta Bruchado, 22, que ao seu estilo, balançando a cabeleira, aproveitou e cantou todas as canções. Mais contido, mas não menos entusiasmado, Schlemper lembrou também de quase todas as músicas. “Tenho todos os discos”, diz. 

Simon Lira, 30, vocalista e guitarrista do cover do Creedence, assume o papel de John Fogerty no palco, lendário cantor, compositor e guitarrista do Creedence Clearwater Revival, o grupo americano de country rock que fez sucesso na década de 60. O original Creedence teve vida curta, com fim decretado em 1972, e foi uma dos grupos de rock mais marcantes de todos os tempos. Lira afirma ser o único no Brasil com o mesmo alcance vocal do verdadeiro Fogerty, que tem um timbre hiper agudo. No palco, veste camisa xadrez tal qual o ídolo roqueiro, e a guitarra também é igual. “Meu pai tinha todos os discos do Creedence e costumava escutá-los antes de dormir, em vez de músicas de ninar”, lembra.

Ilha dos covers

Florianópolis este ano foi a ilha dos covers, mas coincidentemente, apesar de sua população prestigiar, possui poucas bandas do gênero. A Immigrant é uma das únicas. Há 20 anos realiza um competente trabalho musical interpretando Deep Purple, Led Zeppelin e Pink Floyd – a veia mais forte é Pink Floyd, grupo o qual a Immigrant realiza um projeto especial. Eles foram uma das únicas bandas a realizar concerto de rock em teatro. “A Immigrant encara com a música com seriedade e profissionalismo e conciliamos poucos, mas muito bons shows”, afirma Fabiano Schlemper, baterista do grupo e produtor musical.

Para ser uma banda cover, das boas, em primeiro lugar é importante ser muito fã de quem se pretende imitar, e ter a sorte de possuir o timbre de voz parecido. “Tem que conciliar vários pontos até ser considerado sósia. Visualmente todo mundo consegue parecer, mas é preciso somar o musical. É um caminho difícil de se dedicar”, opina Schlemper, que já trouxe para tocar na cidade bandas covers de clássicos e inesquecíveis grupos.

“E tem também a diferença entre banda cover e banda tributo. Cover tem que ser igual, as roupas, os instrumentos, ter a mesma formação e procurar ser o mais fidedigno possível”, diz Simon Lira, vocalista do Creedence Cover. Já um tributo é uma homenagem, com arranjos diferentes e sem a preocupação de parecer igual. “O cover mexe com o íntimo das pessoas. Os fãs não são nossos, são deles”, acrescenta Lira.

 Leia matéria completa na edição deste final de semana do jornal Notícias do Dia, no caderno Plural

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