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Proposta inconcebível

Florianópolis - 14/06/2018 11:06

Num momento em que a classe política ostenta os piores índices de respaldo po­pular na história do país, a Câmara de Vereadores de Florianópolis trabalha no sentido de afundar ainda mais o prestígio já arranhado da Casa, que tem se omitido em muitas questões caras à cidade e se concentrado em dar nome a ruas e logradouros públicos em locais sem in­fraestrutura para receber moradias devidamente legalizadas. A última pérola dos edis foi considerar relevante o projeto que eleva em 15% a verba dos gabinetes, permitindo a contratação de mais assessores par­lamentares a partir do segundo semestre do ano.

Se o que hoje é um projeto se transformar em lei, estima-se em R$ 1 milhão, por baixo, o gasto extra anual da Câmara. No cenário de penúria que engessa os desembolsos do município, reduzindo os investimentos em obras e a própria capacidade de custeio da máquina administrativa, esse montante chega a ser acintoso. Pode-se ale­gar que o legislativo tem autonomia para gastar o que está no orçamento, porém salta aos olhos que há demandas represadas em todos os can­tos enquanto os vereadores criam um “trem da alegria” para acomodar nomes e correntes ao sabor de pressões políticas diversas.

Como era de esperar, pipocam reações à no­tícia, vindas das mais distintas entidades classistas preocupadas com a falta de soluções para as incontáveis deficiências da Capital, com sua mobilidade precária e a segurança cada vez mais vulnerável. A crise nacional mina o emprego, reduz o consumo, impacta as receitas tribu­tárias, espalha a incerteza quanto ao futuro - e os vereadores de Floria­nópolis se empenham para aumentar o dispêndio com servidores co­missionados. Nada mais inoportuno, porque demonstra total alienação em relação aos anseios da população.

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