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Problema que é de todos

Florianópolis - 12/06/2018 07:06

A situação do sistema prisional é reconhecidamente precária em Santa Catarina, e não é de hoje, mas a falta de comprometimento dos agentes públicos, incluindo prefeitos municipais, explica em parte a dimensão que o problema assumiu nos últimos anos. Se o Estado é lento na busca de soluções, é nos municípios que os projetos de construção de unidades prisionais emperra, na medida em que ninguém admite levar para o seu quintal um presídio, uma cadeia, uma estrutura de triagem de presos antes que ocorra o julgamento dos crimes de que são acusados. Os dados mais recentes das autoridades da área de segurança dão conta de que vem crescendo o número de indivíduos encaminhados para as centrais de triagem. Estas, além de mal estruturadas, estão superlotadas, o que nem de longe é saudável para os presos e para a sociedade.

Há unidades fechadas por causa da insalubridade, elevando o potencial explosivo do problema, que se acentua quando a demanda por espaço aumenta em diferentes regiões do Estado. Marginais de todos os calibres têm noção dessa deficiência e tendem a agir como se estivessem imunes à detenção, já que não teriam para onde ser encaminhados. Há um debate estabelecido sobre os melhores caminhos para combater a criminalidade - se é melhor punir do que prevenir, se a repressão deve anteceder ou não os programas capazes de reduzir a adesão à marginalidade como opção de vida. No entanto, por mais que se debata a busca de saídas para um impasse de tamanha envergadura, sem o isolamento de maus elementos do convívio social não há como dar à população sequer a ilusão de que está em segurança. Neste sentido, deveria haver a compreensão de todos, porque em algum lugar os presídios, cadeias e centrais de triagem precisam, obrigatoriamente, ser instalados.

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