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Os desafios da segurança

Florianópolis - 28/08/2018 08:08

Mais do que em eleições anteriores, a situação da segurança pública ocupa lugar cativo entre as preocupações da população neste momento da vida nacional. A crescente influência do tráfico, por meio de gangues muito bem articuladas, vem interferindo na rotina das cidades e aumentando as estatísticas de mortes, sobretudo entre os jovens. Também em Santa Catarina, apesar dos índices moderados em relação ao país, o cenário incomoda a todos. Em dez anos, o número de homicídios por grupo de 100 mil habitantes subiu de 11,2 para 14,2 no Estado.

Na série em que o Grupo RIC mapeia os principais desafios que o futuro governador catarinense vai enfrentar, a presente edição do ND desenha o quadro na área da segurança com base em informações do próprio governo e na opinião de especialistas no tema. A situação é crítica, com a superlotação dos presídios, a falta de vagas para todos os apenados, a falta de uma política de prevenção e a estrutura deficitária do aparato de segurança. Os projetos para a construção de novas unidades prisionais não avançam, por carência de recursos e pela resistência dos municípios em receber as penitenciárias que o Estado precisa erguer para reduzir o déficit de vagas.

O efeito é que as cadeias se tornaram escolas do crime e as fugas expõem a vulnerabilidade do sistema em quase todas as regiões. Além disso, manter presos é caro, embora seja tão ou mais caro para a sociedade deixá-los soltos, pelo perigo que representam. A solução poderia ser a transferência desse papel para empresas especializadas, como já ocorre em algumas cidades e Estados. A experiência da cogestão em Joinville, Lages e Blumenau mostrou-se viável, porque os presos produzem itens que ajudam a manter o sistema e ainda reduzem a pena de acordo com o resultado de seu trabalho.

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