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Mais um dia de caos

Florianópolis - 31/08/2018 12:08

O caos vivido nesta quinta-feira pela população de Florianópolis em decorrência de acidente com um caminhão na saída da ponte Pedro Ivo Campos demonstra que a cidade está condenada a enfrentar contratempos cada vez maiores porque não surgem soluções para a questão da mobilidade urbana. Um imprevisto ou o vacilo de um motorista é capaz de parar a Capital por longas horas, como ocorreu ontem. A demora na remoção do veículo ajudou a aumentar a confusão no trânsito, com filas que se estendiam até a BR-101 e entupiam vias em todos os bairros e municípios próximos, indistintamente.

A fragilidade do sistema é tão patente que um acidente mais grave desencadeia outros e tem reflexos mesmo em regiões aparentemente imunes ao impacto no local da ocorrência. As soluções possíveis não chegam a empolgar, como a liberação da ponte Hercílio Luz para o transporte coletivo, programas que estimulem a troca do carro próprio pelo ônibus e o uso do mar como caminho para levar e trazer pessoas entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente. Não há recursos para custear projetos mais ambiciosos, como um metrô de superfície. E o crescimento populacional da cidade é um fator que tende a enterrar até mesmo as iniciativas capazes de promover melhorias no médio e longo prazos.

O fato é que o município tem órgãos técnicos e profissionais pagos para buscar alternativas para a mobilidade, e também para evitar que o socorro demore uma eternidade sempre que acidentes interditam as pontes ou vias importantes da cidade. É para apontar saídas que os moradores pagam impostos e elegem seus representantes para o paço e para a Câmara Municipal. Esses agentes públicos precisam acordar de uma vez - é o que pedem os florianopolitanos.

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