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Impunidade ao volante

Florianópolis - 12/07/2018 11:07

Um episódio registrado na noite de terça-feira na avenida Beira-mar Continental, em Florianópolis, demonstra o quanto a impunidade pode ser danosa para os cidadãos de bem. Dois motoristas conduziam seus veículos em alta velocidade, fazendo um “racha” mesmo com a presença da Guarda Municipal em serviço de ronda na região, e chegaram a desafiar a autoridade de forma acintosa. Os condutores foram detidos, mas o fato escancarou os riscos a que se expõem as pessoas que utilizam as vias públicas numa cidade que tolera os excessos no trânsito como um mal menor, como se a vida humana tivesse pouco valor.

Sem desconsiderar a irresponsabilidade dos motoristas, o caso levanta outra vez a discussão acerca da falta de fiscalização de trânsito nas ruas da Capital. Há quantos anos os florianopolitanos não sabem o que é um radar nos cruzamentos ou nas vias onde é permitido trafegar em velocidade mais elevada? Fala-se da demora na conclusão dos trabalhos de recuperação da ponte Hercílio Luz, o que é pertinente, mas por que não se resolve a questão mais simples que é coibir a desfaçatez dos maus condutores, flagrando e punindo quem colocar em risco a integridade alheia por imperícia ou imprudência?

É incompreensível que isso aconteça numa cidade com mais de 500 mil habitantes, uma capital de Estado que se orgulha de seu IDH e das belezas que atraem mais de um milhão de turistas a cada temporada de verão. Uma cidade assim não consegue colocar radares nas sinaleiras, evitando que indivíduos inconsequentes passem no sinal vermelho e ameacem a vida alheia na Beira-mar Continental e em outras avenidas de grande fluxo de veículos. Neste sentido, os florianopolitanos são literalmente atropelados pelos motoristas insensatos e pelas autoridades inaptas para os cargos que ocupam.

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