Publicidade
Sábado, 18 de Novembro de 2017
Descrição do tempo
  • 24º C
  • 21º C

Folia mais profissional

Florianópolis - 09/11/2017 07:11

Todos os anos, nos meses que antecedem o Carnaval, volta à tona a surrada discussão acerca do financiamento público do desfile das escolas de samba. Em Florianópolis, com o aperto financeiro da prefeitura, o fonte que sustentava a folia, aberta até poucos anos atrás, fechou definitivamente - ou, na melhor das hipóteses, mostra-se agora bem menos generosa. A reação das agremiações é ameaçar com uma festa sem tanto brilho. “A qualidade ficará comprometida” foi uma afirmação amplamente repetida após a última reunião entre o prefeito Gean Loureiro e a Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis).

Nem que houvesse fartura de recursos se justificaria a extrema bondade do período em que as escolas viviam do dinheiro oficial. São tantas as demandas em éreas como a saúde, a educação e a segurança que soa estranho tirar verbas de um caixa enfraquecido pela crise econômica para aplicar num evento que pouco agrega em termos de conhecimento e outros ganhos para a sociedade. Além disso, o Carnaval é sinônimo de alegria para uma parcela da população, nunca para o seu conjunto, o que sugere parcimônia na destinação de recursos para a festa.

O ideal seria que as escolas - que hoje organizam o Carnaval - buscassem outras formas de financiamento dos desfiles, que exigem muito planejamento, empenho e talento para assegurar um espetáculo que encante a plateia. A própria passarela que sedia a festa pode ser o palco de eventos que arrecadem dinheiro para cobrir os custos das escolas em sua luta pela primazia do aplauso do público e pelas melhores notas dos jurados. A profissionalização dos desfiles, incluindo todas as etapas que os antecedem, é o mais recomendável nesses tempos em que se privilegia o bom uso do que é público - e, portanto, do povo.

Publicidade
Publicidade