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Fim do privilégio na Alesc

Florianópolis - 12/09/2018 14:09

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina pode acabar hoje com um privilégio absurdo que dura 26 anos e permite o reembolso de despesas médicas de maneira ilimitada pelos deputados estaduais. Em julho deste ano, o ND revelou que 20 parlamentares reembolsaram R$ 3,6 milhões só em despesas médicas na atual legislatura. Desse gasto, R$ 3,3 milhões foram utilizados pelo ex-deputado Aldo Schneider (MDB) em um tratamento  contra o câncer.

Essa farra com o dinheiro público provoca revolta e indignação. Enquanto os deputados podem até se tratar no exterior, os catarinenses precisam enfrentar as filas do SUS (Sistema Único de Saúde) ou em ambulatórios dos hospitais públicos, sempre lotados. Esse privilégio mostra o quanto a classe política está distanciada da realidade dos cidadãos.

A Alesc precisa reverter esse quadro. A poucos dias das eleições, os deputados - 29 dos 40 parlamentares concorrem à reeleição - precisam mostrar que estão ao lado da sociedade e derrubar essa e outras mordomias que recebem na Assembleia. Eles, que já recebem bons salários, deveriam pagar do próprio bolso seus tratamentos, o que seria justo. A Alesc oferece planos de saúde aos deputados, mas muitos preferem optar pelo reembolso, já que basta apresentar uma nota fiscal para receber seu dinheiro de volta.

Cansada de ver políticos sendo beneficiados, a sociedade exige mais transparência e melhor gestão dos recursos públicos. A conta tem de ser paga por todos, e não só pelo contribuinte. Passou da hora de dar um basta a este tipo de privilégio.

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