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A inflação domada

Florianópolis - 11/01/2018 08:01

Em tempos de raras boas notícias, o fechamento do ano de 2017 com uma inflação de 2,95% é digno de regozijo. Além de representar um patamar que o país não atingia há duas décadas, o desempenho dos preços surpreendeu positivamente porque o índice acumulado ficou abaixo do piso da meta do Banco Central, que era de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. A redução dos juros básicos, que fecharam o ano em 7%, foi essencial para alcançar esse resultado - e, nesse particular, o governo fez bez a sua parte. Contudo, e isso é reconhecido pelo próprio governo, o recorde da safra agrícola teve papel fundamental para que o país alcançasse essa performance animadora.

Como o setor de alimentos e bebidas responde por 25% das despesas das famílias, em média, o bom comportamento dos preços teve íntima relação com a maior oferta e a retração do custo dos produtos que vão para a mesa do consumidor. O preço dos alimentos recuou 4,85% no ano passado, outro dado que só encontra similaridade com o período anterior ao Plano Real. Para 2018, a expectativa é de uma safra menos pródiga, e por isso, também, a previsão é de inflação na faixa dos 3,95%. Não menos determinantes, no ano que se encerrou, foram o comportamento favorável do câmbio e as próprias limitações que a crise econômica impôs aos gastos dos brasileiros. 

Para este ano, por conta da menor oferta de alimentos, a inflação será maior, mas o governo pode compensar esse fator com o controle sobre os reajustes da energia elétrica, que foram de 10,3% em 2017, e dos combustíveis, também acima dos 10% no último exercício. Aliás, a alta dos preços do gás de botijão, do transporte e das taxas de água e esgoto complicou as finanças de milhões de famílias no país.

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