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A cultura da emergência

Florianópolis - 12/01/2018 11:01

Desde criança nos acostumamos a ouvir que Deus é brasileiro e agradecemos porque nesta terra não há terremotos, furacões ou tsunamis. De fato, somos um país privilegiado, mas não totalmente isento dos fenômenos naturais. A natureza, de vez em quando, se rebela cobrando a parte que lhe foi subtraída: matas derrubadas para dar lugar a arranha-céus e toneladas de lixo que entopem galerias pluviais, emporcalhando rios e mares. Em todo o verão chuvas torrenciais provocam inundações e alagamentos. São acontecimentos quase previsíveis, que requerem uma cultura de emergência que os brasileiros não possuem.

É preciso se acostumar com estas demonstrações de força da natureza, como ocorre agora em Santa Catarina, um Estado vitimado por enchentes e inundações. Em países desenvolvidos, como o Japão, os moradores já são treinados na escola para encarar os terremotos que varrem do mapa cidades inteiras. Nos Estados Unidos, onde os furacões são frequentes, as populações são alertadas para a chegada dos ventos destruidores e permanecem isoladas em casa, antenadas nas previsões do tempo. Nós, brasileiros, não temos esta preocupação.

Não estamos preparados para os fenômenos climáticos e não levamos a sério as previsões de catástrofes. Mesmo alertados pelas autoridades, os moradores se agarram aos seus pertences, resistem a deixar suas casas, achando que a tragédia anunciada não vai acontecer. Mesmo nas áreas de risco, muitas vezes o poder público tem de usar a força para retirar famílias ameaçadas. É importante reconhecer o trabalho de prevenção, de alerta, feito esta semana pela Defesa Civil e Prefeitura de  Florianópolis, que se antecipou informando sobre os temporais e pediu para a população ficar em casa. Esta atitude, com certeza, evitou tragédias maiores.

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