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Voluntárias produzem polvos de crochê para bebês prematuros de São José

Equipe da Escola Profissional de Campinas segue os parâmetros do projeto Octo, que foi desenvolvido na Dinamarca e conta com o apoio dos hospitais da região

Marcos Horostecki
São José
13/11/2017 às 09H49

Crianças que nascem prematuras se sentem mais seguras e tem mais chances de sobreviver quando recebem pequenos estímulos. O projeto Octo, nascido na Dinamarca, oferece esta possibilidade a partir da confecção de polvos de crochê, que são doados às famílias e colocados na incubadora, enquanto as crianças permanecem no hospital. Em São José, voluntárias da Escola Profissional de Campinas, aderiram à iniciativa e estão confeccionando voluntariamente os bichinhos para serem usados nos hospitais da região.

Alunas da Escola Profissional de Campinas se reúnem todas as sextas-feiras - Divulgação/ND
Alunas da Escola Profissional de Campinas se reúnem todas as sextas-feiras - Divulgação/ND


A embaixadora do projeto na cidade, Márcia Britto de Mesquita, afirma que sempre teve intenção de fazer parte de algo que beneficiasse bebês. Para ela, é muito emocionante poder fazer parte de uma proposta que salva vidas. “Me encontrei no projeto, já que envolve crianças. Espero com muita expectativa a primeira entrega dos polvos. A adesão voluntária de mais pessoas é muito importante como também a doação de materiais”, destaca. A entrega dos polvos produzidos pelas alunas está prevista para novembro. As reuniões para a produção dos materiais acontecem nas sextas-feiras.

A enfermeira assistencial Kelly Clemente, do setor Neonatal da Maternidade do Hospital Regional de São José, confirma que o polvo, ao lado da criança, passa ser um amigo, auxiliando o trabalho dos profissionais. “O polvo de crochê minimiza os procedimentos clínicos repetitivos, como o uso da sonda, que são retiradas pelos bebês involuntariamente, e a recolocação é muito dolorida”, explica Kelly.

Técnica de Enfermagem do Hospital Regional confirma benefícios do programa - Divulgação/ND
Técnica de Enfermagem do Hospital Regional confirma benefícios do programa - Divulgação/ND


Para confeccionar os polvos, a equipe de voluntárias segue o padrão do projeto original, mantendo a qualidade e a confiabilidade do projeto Octo. Onde ele tem sido aplicado, os bebês têm melhorado seus sinais vitais e o peso e reduzido o tempo de internação.

Paula Roberta Neckel é uma das mães que vê benefícios no projeto Octo. Moradora de São José, ela visita o filho Otávio todos os dias para acompanhar seu crescimento. “O contato com o polvo é uma companhia a mais, assim meu bebê não se sente só, porque tem um amiguinho”, comenta.
De acordo com a técnica em enfermagem Tais Clemencia, da UTI Neonatal da Maternidade do Hospital Regional, o procedimento foi adotado em abril deste ano e passou a ser rotina na maternidade. “A demonstração de carinho fez diminuir a irritabilidade dos recém-nascidos”, ressalta.

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