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Volume de vendas no varejo interrompem alta e caem 0,5% em agosto

É o resultado mais fraco para agosto desde 2015, quando o indicador caiu 0,6%

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
12/10/2017 às 00H04

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O volume de vendas do varejo brasileiro caiu 0,5% em agosto ante julho, na série com ajuste sazonal, após estabilidade em julho e alta nos três meses anteriores, informou nesta quarta-feira (11) o IBGE. É o resultado mais fraco para agosto desde 2015, quando o indicador caiu 0,6%.

"A queda de agosto é mais uma acomodação. Mais parece um ajuste depois de altas do que uma reversão de tendência para o setor varejista", afirmou a gerente do IBGE Isabella Nunes. Em relação a agosto de 2016, sem ajuste, o volume de vendas avançou 3,6%, na quinta variação positiva consecutiva para essa comparação.

De janeiro a agosto, o comércio soma alta de 0,7%, mas no acumulado em 12 meses permanece negativo (-1,6%). O resultado do varejo acompanhou o da indústria em agosto, que interrompeu quatro meses seguidos de alta e registrou queda de 0,8% na comparação com o mês anterior.

SETORES

Sete das oito atividades pesquisadas pelo IBGE apresentaram queda em agosto, na comparação com julho. O impacto maior foi sobre equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, categoria que recuou 6,7% na comparação mensal.

As vendas de combustíveis e lubrificantes recuaram 2,9% no mês. Em agosto, os preços dos combustíveis aumentaram 6,7%, em meio a 19 reajustes de preços da gasolina dentro da nova política da Petrobras, apontou o IBGE ao divulgar os dados de inflação do mês.

O setor de móveis e eletrodomésticos foi o único que cresceu no período, com avanço de 1,7%, mantendo ritmo de alta pelo quarto mês seguido. Na comparação com agosto de 2016, o segmento também apresenta a maior elevação, de 16,5%.

O IBGE destacou que o comportamento positivo do setor vem sendo influenciado pela redução da taxa de juros no crédito à pessoa física e "pela manutenção da massa de rendimento real circulante na economia", afirmou em seu comunicado.

"A atividade que tem desempenho melhor é aquela que tem a ver com a queda de juros, com a disponibilidade do FGTS e com a inflação menor", completou Isabella.

As vendas de supermercados e produtos alimentícios caíram 0,3% em agosto ante julho. Os indicadores acumulados de janeiro a agosto de 2017 e em 12 meses também registram variação negativa, de -0,2% e -1,3%, respectivamente.

O varejo ampliado, que inclui a venda de veículos e materiais de construção, ficou praticamente estável em termos de volume (0,1%). Em relação a agosto de 2016, cresceu 7,6%. Os acumulados foram de 1,9% no ano, mas de -1,6% nos últimos 12 meses.

ESTADOS

No comércio varejista, 17 das 27 unidades da federação apresentaram variações negativas no volume de vendas, em relação ao mês imediatamente anterior.

As maiores quedas foram no Amazonas (-3,2%) e em São Paulo (-1,7%). Por outro lado, Tocantins (5,5%); Rondônia (3,9%) e Roraima (2,6%) mostraram avanço nas vendas em agosto ante julho.

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