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Vinícolas de Nova Trento investem em vinhos finos para vender mais

Produtos sofisticados ajudam estabelecimentos a não perder clientes

Everton Palaoro
Nova Trento
09/06/2018 às 18H08

As vinícolas de Nova Trento, na Grande Florianópolis, estão investindo na produção de vinhos finos e até mesmo de espumantes. O volume ainda é muito inferior ao famoso vinho de mesa. Entretanto, a fabricação desses produtos para gostos mais requintados, ajuda a garantir as vendas.

Parte da produção de uvas de Major Gercino abastece também a vizinha Nova Trento - João Rafael Rubik/Divulgação/ND
Parte da produção de uvas de Major Gercino abastece também a vizinha Nova Trento - João Rafael Rubik/Divulgação/ND



Tânia Girola explica que tradicionalmente as vinícolas da cidade produzem vinhos com uvas comuns como bordô e niáragara. Ela destaca que com o passar dos anos, começou a procura por vinhos especiais. “O pessoal dava muito valor ao vinho chileno. E no Brasil já temos vinícolas de boa qualidade.

O preço das uvas especiais ainda assusta os produtores. Na região, há apenas o cultivo da comum. Uma uva cabernet, para vinhos finos, ou moscato, usada no espumante, chega a custar R4 4 o quilo.Enquanto a simples fica em torno de R$ 1,15 o quilo. Na propriedade da família Girola, são utilizados dois milhões de quilos anualmente, 70% vem do Rio Grande do Sul.

As casas também entraram no ramo de espumantes. Uma única empresa produz cerca de 10 mil garrafas por ano. “Produzimos desde 2008. Compramos uma reserva e começamos a ter pedidos para final do ano. Vimos que saiu bem e implantamos a nossa produção. “Para nós é só mais um item que temos na nossa carta de vinhos. Para ter um retorno financeiro, teríamos que produzir muito”, explica Tânia.

A diretora de Cultura e Turismo de Nova Trento, Elisângela Dalla Brida Bertoldi Cassaniga, concorda com o pensamento dos produtores que aderiram a fabricação de vinhos especiais. “Se eles não fizessem, essa demanda poderia ser absorvida por outras empresas fora da nossa região”, explicou.  No município, não há um levantamento de quantos produtores aderiram a fabricação dos produtos finos.

Santuário acelerou crescimento do setor

produção de vinhos de Nova Trento cresceu muito devido a implantação do Santuário Santa Paulina, no bairro Vígolo. Inúmeros peregrinos compram o produto para levar para as cidades de origem.

Segundo Elisângela Brida, algumas empresas já produzem um milhão de litros por ano devido a demanda do turismo. Marcos Wolf, da vinícola Girola, explica que aos poucos, as empresas começam a trilhar seu próprio caminho. “Temos grupos trazidos por agências de viagens exclusivamente para participar da nossa degustação de vinhos”, destacou.

Uvas cultivadas em Major Gercino

Nova Trento é conhecida em Santa Catarina e no Brasil pelos vinhos de mesa. O que nem todos sabem, é que a uva não é produzida na cidade. Com muitos morros, há pouco espaço para os parrerais. Parte da uva é trazida do Rio Grande do Sul, mas é a vizinha Major Gercino que se destaca no cultivo.

Os vinhedos ficam na região do bairro Nova Galícia e na localidade de Pinheiral. A região fica no alto e tem clima bastante frio. Já Nova Trento, intercala muito calor e frio intenso, o que não é bom para a produtividade.

A distância entre Nova Trento e Pinheiral é de aproximadamente 70 quilômetros. Contudo, é mais fácil chegar a localidade saindo do bairro Vígolo do que partindo de Major Gercino.

Com o processo de compra da uva do Rio Grande do Sul e também de Major Gercino, muitas vinícolas da cidade acabam agregando valor as frutas produzidas em pequena quantidade. “Acabamos embalando nossa produção em caixinhas de madeira e vendendo como suvenir”, ressaltou Marcos Wolf.
As vinícolas da cidade mantém pontos de venda na estrada que levam ao Santuário de Santa Paulina, em Vígola

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