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Vigilância Sanitária alerta sobre alimentos que ficaram retidos em greve de caminhoneiros

O órgão pede que os consumidores observem alterações nos produtos, como indícios de violações nas embalagens, alterações de cor ou odor desagradável

Redação ND
Florianópolis
29/05/2018 às 22H52

Mesmo com a liberação de caminhões-tanque se tornando mais comum nos últimos dias, os reflexos da greve dos caminhoneiros ainda devem durar mais algum tempo. Uma das preocupações que deve surgir nos próximos dias é referente aos alimentos que abastecerão os supermercados neste primeiro momento. Muitas cargas estiveram condicionada em veículos ao longo de mais de uma semana, o que requer uma atenção por parte do consumidor para garantir que elas ainda estejam próprias para o consumo.

Consumidores devem ficar atentos a alterações em embalagens, alterações de cor ou odor desagradável - EBC/Divulgação/ND
Consumidores devem ficar atentos a alterações em embalagens, alterações de cor ou odor desagradável - EBC/Divulgação/ND


No final da tarde desta terça-feira, a Diretoria de Vigilância Sanitária do Estado de Santa Catarina emitiu uma nota técnica solicitando que unidades regionais e municipais intensifiquem as fiscalizações em veículos que transportem alimentos perecíveis. A medida ainda engloba os estabelecimentos varejistas e atacadistas de comércio de alimentos.

De acordo com o órgão, a medida foi tomada diante da paralisação dos caminhoneiros e a possibilidade de cargas mantidas com alimentos refrigerados e congelados fora dos limites de temperatura adequados para sua conservação.

“Estamos diante de uma situação atípica, com caminhões há muito tempo parados em rodovias. Não sabemos se os alimentos foram mantidos dentro dos padrões de refrigeração estipulados pelos fabricantes durante todo esse período”, ressaltou a diretora da Vigilância Sanitária do Estado, Raquel Ribeiro Bittencourt.

O órgão ainda alerta os consumidores para que sejam observadas alterações nos alimentos. Durante as compras é necessário verificar se há indícios de violações físicas da embalagem, se alimentos resfriados apresentam alterações de cor ou odor desagradável que sugira putrefação.

“É preciso verificar se esses alimentos foram congelados e descongelados. Quando isso ocorre, há sinais claros na embalagem. Essa prática pode colocar em risco a saúde dos consumidores por permitir crescimento de bactérias e produção de toxinas”, disse Bittencourt. “A recomendação da Vigilância também foi enviada para a Associação Catarinense de Supermercados. Os estabelecimentos credenciados são nossos parceiros e também devem avaliar as condições e tomar os cuidados com os produtos expostos à população”.

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