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Vereadores de Florianópolis entram com requerimento de CPI para investigar Sintrasem

Sindicato dos trabalhadores do serviço público decidiu entrar em greve nesta quarta-feira

Felipe Alves
Florianópolis
11/04/2018 às 21H03

A decisão dos trabalhadores do serviço público de Florianópolis pela greve por tempo indeterminado, na tarde desta quarta-feira (11), levou dez vereadores a assinarem um requerimento para abrir uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito). Eles querem apurar “possíveis atos ilícitos praticados por dirigentes e membros do Sintrasem [Sindicato dos Trabalhadores Municipais) no uso político de repartições públicas”. Também a prefeitura entrou na Justiça contra a ilegalidade da greve. Os manifestantes são contrários ao projeto “Creche e Saúde Já”, do prefeito Gean Loureiro (PMDB), que propõe a contratação de OS (organizações sociais) para a gestão de dez novas creches e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Continente.

CPI foi protocolada nesta quarta-feira - Bruno Souza/Reprodução/ND
CPI foi protocolada nesta quarta-feira - Bruno Souza/Reprodução/ND


O vereador Bruno Souza (PSB) coletou assinatura de dez vereadores para conseguir entrar com o pedido de CPI. O requerimento deve ser lido na Câmara na próxima segunda-feira (16).

O pedido é para que a Câmara apure, em até 60 dias, os possíveis atos ilícitos de dirigentes e membros do sindicato, que usariam escolas da rede municipal, postos de saúde e órgãos da adminsitração pública de forma política. “Protocolamos esse pedido devido a várias atitudes que o sindicato vem tomando desde 2017 e é necessário a Câmara dar uma resposta a isso, não pode ficar passiva a esse uso político da prefeitura”, disse Souza.

Para a prefeitura, a greve é totalmente ilegal, já que não há motivo plausível para a paralisação. Gean lamentou a decisão do Sintrasem de declarar greve “contra a população de Florianópolis, especialmente a que mais precisa de serviços públicos". “E uma greve que tem como motivo a abertura da UPA do Continente e a possibilidade de abertura de dez novas creches, praticamente zerando a fila de espera. Não dá para entender como pode ter uma manifestação política em prejuízo da sociedade”, declarou o prefeito.

Para o Sintrasem “o modelo já experimentado em outras cidades e no Estado é um desastre no atendimento e abre brecha para desvios do dinheiro público com recorrentes denúncias de irregularidades e fraudes”. O sindicato acredita que a maior prejudicada será a população mais pobre, que depende exclusivamente de políticas públicas.

>> Serviço público municipal de Florianópolis entra em greve por tempo indeterminado

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