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Venda de celulares e computadores crescem no 2º trimestre, indica IDC

Foram 12,8 milhões de aparelhos celulares comercializados no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
08/09/2017 às 17H54

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As vendas de celulares cresceram 5,9% no Brasil no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a consultoria IDC Brasil. Foram 12,8 milhões de aparelhos comercializados no período, resultado 3,7% maior que a quantidade vendida no primeiro trimestre do ano.

Um dos principais fatores para o bom desempenho do setor é a reposição de aparelhos, segundo a consultoria. "O mercado de celulares voltou a apresentar números bem expressivos, principalmente porque o brasileiro está repondo aparelhos comprados há pelo menos três anos, já que esse tem sido o tempo médio de vida da bateria e da tela", diz o analista de pesquisa do mercado de celulares da IDC para América Latina, Leonardo Munin.

A receita do período, contudo, ficou estável ante o primeiro trimestre em cerca de R$ 13,3 bilhões, devido à queda no tíquete-médio para R$ 1.044 e à forte política de competição entre fabricantes, que têm reduzido preços em até R$ 300.

Considerando os resultados do primeiro e segundo trimestres e a tendência de retomada do mercado, a previsão da consultoria para o acumulado do ano é positiva. Os especialistas esperam que sejam vendidos 49 milhões de aparelhos neste ano, quantia 12,6% maior em relação a 2016.

PCs

Seguindo quase o mesmo ritmo, o mercado brasileiro de PCs teve um crescimento de 5% de abril a junho em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com a IDC. A venda chegou a 1,243 milhão de máquinas no período frente 1,182 milhão comercializadas no segundo trimestre do ano passado.

Levando em consideração o primeiro trimestre, a alta chega a 12%. A receita no período foi de R$ 2,7 bilhões, queda de 6,4% em comparação ao mesmo trimestre de 2016, porém um salto de 14% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

Pelo resultado divulgado, é possível perceber um movimento mais aquecido no setor de notebooks. O filão contabilizou 847 mil máquinas vendidas, 14% a mais do que os 744 mil equipamentos no segundo trimestre de 2016. Já os aparelhos desktop tiveram queda de 10% nas vendas, com 396 mil neste ano frente 438 mil no trimestre em 2016.

O aumento no consumo da população, que impulsionou o PIB no período, também pode ser visto no setor. O varejo para o consumidor final teve alta de 6%, com 843 mil vendas frente a 795 de abril a junho de 2016. O valor médio pago pelos clientes seguiu a tendência dos celulares e também teve diminuição na comparação anual. O recuo foi de 11%, observando os R$ 2.177 neste ano frente aos R$ 2.445.

"O crescimento no primeiro semestre de 2017 mostra que o mercado ainda tem fôlego para fechar um bom ano. A liberação do dinheiro do FGTS contribuiu para o aumento nas vendas. Além disso, os fabricantes passaram a oferecer computadores com preços mais acessíveis, em torno de R$ 1.000, o que alavancou o mercado", diz Pedro Hagge, analista de pesquisa da IDC Brasil.

Ele acredita que movimento trouxe de volta uma parcela da população que não tinha condições de compra e outra que precisava renovar as máquinas. A expectativa da IDC é que o crescimento no setor seja de 1,2% na comparação com 2016 gere receita de R$ 10,3 bilhões, com 4,55 milhões de equipamentos vendidos -sendo 1,6 milhão de desktops e 2,9 milhões de notebooks.

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