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Veleiro Eco, construído por equipe da UFSC, é colocado no mar pela primeira vez

A embarcação levou cinco anos para ficar pronta e será usada para pesquisas oceanográficas

Dariele Gomes
Florianópolis
06/09/2017 às 13H53

Depois de cinco anos de trabalho, entre projeto e execução, o Veleiro Eco, o primeiro de expedições e pesquisas oceanográficas do Brasil, foi colocado pela primeira vez na água, na manhã desta quarta-feira (6), no Estaleiro Schaefer, na cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis. A embarcação foi construída no Sapiens Parque, em Canasvieiras, por pesquisadores, alunos e pelo professor de Engenharia Mecânica da UFSC, Orestes Alarcon.

Veleiro foi colocado na água pela primeira vez nesta quarta-feira - Daniel Queiroz/ND
Veleiro foi colocado na água pela primeira vez nesta quarta-feira - Daniel Queiroz/ND



O projeto começou em 2012 e, agora que está pronto, ficará à disposição de pesquisas oceanográficas. Sobre a estrutura do ECO, o professor Orestes, disse que foi feita com alumínio – o que torna a embarcação mais leve e de fácil manutenção. Destacou também é possível acomodar até dez pessoas, entre tripulação e pesquisadores. “É um filho que nasce. Foram anos de dedicação e muito trabalho. O envolvimento acaba sendo tão natural, que ao final, nem percebemos o tamanho do envolvimento. Vamos analisar o desempenho dele em água e nos deslocaremos agora para Biguaçu, onde serão feitos os ajustes de hidráulica e elétrica”, comenta o professor.

O professor mostra a estrutura interna da embarcação - Daniel Queiroz/ND
O professor mostra a estrutura interna da embarcação - Daniel Queiroz/ND



O veleiro foi colocado na água com o auxílio de um guindaste para barcos, que ergueu ao veleiro a uma altura de um metro e, na sequência, colocou-o na água. “Agora vamos fazer os apontamentos e analisar o desempenho dele. Estou muito feliz, pois é o resultado de muita dedicação e um ganho para a sociedade”, enfatiza o professor.

Embarcação será exposta em Florianópolis

Orestes explica que a embarcação é de 60 pés, mede 20 metros de comprimento e 5,30 metros de boca – onde a largura do veleiro é maior.  Possui características de segurança e navegabilidade, permitindo expedições científicas de grande porte, incluindo as polares. “A quilha retrátil permitirá ainda a navegação em águas rasas de mangues e estuários de rios, áreas pouco exploradas pelas ciências nacional e internacional. Será um meio indispensável nas pesquisas”, enfatiza Alarcon.

Veleiro foi colocado cuidadosamente na água - Daniel Queiroz/ND
Veleiro foi colocado cuidadosamente na água - Daniel Queiroz/ND



No dia 3 de outubro, o Veleiro Eco será batizado na Marina de Itajaí e depois retorna para Florianópolis, quando deve ficar à disposição para visitação de estudantes, durante a Semana Nacional de Ciências e Tecnologia 2017, que ocorre entre os dias 23 a 29 de outubro. A atividade deve ocorrer no trapiche da baía Norte.  O investimento aplicado na construção do Veleiro Eco foi de R$ 3,5 milhões, recursos  do FINEP (da Financiadora de Estudos e Projetos), da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina), da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e MCTIC (do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

 

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