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"Vamos parar de pagar aposentadoria a ex-governadores", diz Leonel Camasão

Em entrevista ao Grupo RIC, candidato ao governo do Estado pelo PSOL falou sobre dívida do Estado, reforma da previdência, redução de repasses de verbas, malha rodoviária e ponte Hercílio Luz

Redação ND
Florianópolis
21/08/2018 às 12H21

O Grupo RIC deu continuidade nesta terça-feira (21) à série de entrevistas com os candidatos ao governo do Estado de Santa Catarina. O entrevistado foi o candidato do PSOL, Leonel Camasão. Camasão, 32, é jornalista, natural de São Paulo, com domicílio eleitoral em Florianópolis. À Justiça Eleitoral, Camasão declarou pouco mais de R$ 13 mil em bens.

"Depois de gastar quase R$ 1 bilhão durante 35 anos e essa ponte ainda não estar pronta, só mostra o quanto Santa Catarina precisa mudar de governo, mudar de gestão", diz Camasão sobre Ponte Hercílio Luz - RIC TV Record/Divulgação/ND


Duodécimo

Entendemos que o problema do duodécimo não está necessariamente na fórmula do cálculo, mas sim nos índices utilizados para fazer o repasse. Foi falado que a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul consome 2% da receita liquida, a nossa está consumindo quase 5%. Nossa proposta é retirar recursos da Assembléia Legislativa, que é uma das mais caras do Brasil, e que todos os anos devolve recurso público porque não utiliza. Vamos retirar deles para investir na expansão da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) por todo o Estado. Sabemos o papel fundamental que tem a universidade para o desenvolvimento de todas as regiões, e ter uma universidade pública que funcione, que tenha uma oferta de cursos mais ampla do que hoje tem a Udesc, é um dos eixos centrais do nosso plano de governo. Temos de onde tirar o recurso e sabemos onde vamos investir, que é na expansão de vagas e estrutura para a Universidade de Santa Catarina.

Distribuição dos recursos públicos

Entendemos que é fundamental combater os privilégios e a corrupção. Não é razoável que Santa Catarina tenha problemas na sua previdência para pagar a aposentadoria dos seus servidores e ao mesmo tempo continue pagando aposentadoria a ex-governadores. No 1° de janeiro de 2019, se eleitos, vamos parar de pagar essa aposentadoria e vamos ter que chamar o Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e Ministério Público para rediscutir os privilégios. Não é razoável que juízes ou promotores recebam mais de auxílio moradia do que ganha um professor, isso é um absurdo e precisa ser combatido. No governo do PSOL vamos ter coragem de enfrentar esse problema.

Reforma da previdência

Nossa previdência sempre foi superavitária, sempre ficou no azul, o problema é que tanto a gestão do Luiz Henrique da Silveira como a do Raimundo Colombo vendo aquele dinheiro parado ali, que estava reservado para pagar aposentadorias, em mais de uma oportunidade se apropriaram do dinheiro do servidor, que estava reservado para pagar o seu benefício futuro, para gastar em outra coisa. Aí não tem previdência que funcione. Entendo que quando o servidor contribui com a previdência, esse dinheiro não é mais dinheiro público, esse dinheiro foi uma contribuição que saiu do salário dele, para ele receber um benefício lá na frente. Se cada vez que tiver dinheiro em caixa na previdência o governo se apropriar para gastar em outra coisa, nunca vai funcionar. Vamos gerir a previdência com responsabilidade, chamar todos os representantes dos servidores do Estado para fazer essa discussão e para ver exatamente o que Santa Catarina deve aos servidores no que tange à previdência.

Malha rodoviária catarinense

Os exemplos que temos no Brasil de privatizações de rodovias, na sua grande maioria levam ou a casos de corrupção ou a pedágios gigantescos. O Estado de São Paulo é campeão de pedágios, alguns com o custo de quase R$ 40. Na greve dos caminhoneiros, uma das pautas era justamente a redução dos pedágios. Entendemos que a manutenção de rodovias é uma questão de recurso. É preciso fazer uma revisão profunda de como o Estado gasta o seu recurso tanto nas isenções fiscais, nos impostos que não são cobrados dos mais ricos, para que tenhamos recursos para o que realmente interessa. Infraestrutura interessa muito mais do que outros setores. Entendemos que é fundamental para recuperar a malha viária do Estado e garantir não só o escoamento de produção, mas um trânsito mais seguro para o cidadão comum.

Ponte Hercílio Luz

Depois de gastar quase R$ 1 bilhão durante 35 anos e essa ponte ainda não estar pronta, só mostra o quanto Santa Catarina precisa mudar de governo, mudar de gestão. Se em 35 anos 11 governadores não deram conta dessa obra, é realmente porque alguma coisa está errada. Mais do que concluir a obra, nós vamos consultar a comunidade para saber qual é o uso mais adequado e, além disso, vamos abrir a caixa preta da ponte Hercílio Luz. Vamos instaurar uma investigação para saber onde esse dinheiro foi parar, porque não é possível que se gaste tanto dinheiro em tantos mandatos seguidos e a ponte continue sem atender o povo catarinense.

Segurança pública

Segurança pública funciona no nosso entendimento a partir de dois eixos: valorização dos agentes de segurança pública, tanto da Polícia Militar quanto da Polícia Civíl e dos Bombeiros, mas também com políticas transversais de saúde, educação, segurança, assistência social. É importante combater a criminalidade, mas se não fizermos esse dever de casa anterior, não vamos evitar que as pessoas caiam no crime. Queremos trabalhar não só com a repressão, mas também, principalmente, com a prevenção, dando oportunidade, emprego, renda, para que as pessoas não caiam na criminalidade.

Guilherme Boulos

Boulos é um grande nome que vai poder mudar o Brasil e trazer esperança de volta para todos os brasileiros.

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