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Após confundir nome de vice, Alckmin destaca coalizão com Ana Amélia (PP)

Candidato à Presidência pelo PSDB trocou o nome da própria vice durante entrevista na Record TV e falou sobre violência, empregos, ética e reformas políticas

Gustavo Bruning
Florianópolis
20/08/2018 às 21H00

O candidato à Presidência da República entrevistado na Record TV na noite desta segunda-feira (20) foi Geraldo Alckmin, representante do PSDB. Ele respondeu perguntas dos jornalistas Eduardo Ribeiro e Christina Lemos em um bloco de 15 minutos. Logo no início da sabatina Alckmin foi questionado sobre Tucanos que tiveram nomes envolvidos em graves escândalos de corrupção. “Quem errou tem que pagar, não importa de que partido é. Agora, é preciso mudar o modelo político, defendo a reforma política, o voto distrital misto e menos partidos", disse.

"O Brasil não vai mudar por voluntarismo, no grito", afirmou Alckmin - Record TV/Divulgação/ND


Sobre representar uma coligação considerada extensa e sobre realizar uma política não considerada “velha”: para o candidato, fatores como pouca idade e inexperiência em eleições não representam necessariamente a política nova. “Temos um interesse público dominado pelo corporativismo. Não basta ganhar a eleição”, afirmou.

O presidenciável defendeu ainda a necessidade de uma simplificação tributária. “Precisamos diminuir o tamanho do Estado para recuperar o investimento, que é o que gera emprego”, disse. “E para fazer essas reformas vocês precisa ter [o apoio da] maioria. O Brasil não vai mudar por voluntarismo, no grito”, disparou Alckmin.

Entre as prioridades do representante do PSDB está o investimento no combate ao tráfico de drogas e armas, unindo inteligência das polícias. “Vou criar a guarda nacional para apoiar estados e municípios onde a situação está mais grave", garantiu.

Após se confundir quanto ao nome da própria vice, a senadora Ana Amélia (PP-RS), com o da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), vice de Ciro Gomes (PDT), Alckmin tratou do feminicídio: “Nós precisamos empoderar as mulheres. Nós criamos em São Paulo a primeira delegacia de defesa da mulher do Brasil e hoje são 133", afirmou. Para ele, o combate à violência contra a mulher funciona quando a impunidade não é permitida. Entre as soluções apresentadas estão o reforço na "investigação, prisão dos criminosos e equipes bem treinadas".

Alckimin prometeu aumentar o percentual de investimento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação ) no salário dos professores a partir do próximo ano, caso seja eleito. Ele também defendeu a construção civil como solução para criação de novos trabalhos, com obras de estradas, aeroportos, saneamento básico e moradias. "Construção civil é emprego na veia . Vamos fazer do Brasil um grande canteiro de obras", disse.

Sobre acesso à saúde, Alckmin julga necessário melhorar tanto a gestão quanto garantir mais recursos, “porque a população está ficando mais idosa”. “O Brasil tem 20 mil leitos fechados porque não têm custeio, então, a primeira medida é reabrir esses leitos", respondeu.

Alckmin defende a redução do número de ministérios  - Record TV/Divulgação/ND
Alckmin defende a redução do número de ministérios - Record TV/Divulgação/ND


A corrupção e os crimes do colarinho branco também foram tratados na sabatina. O presidenciável comentou sobre soluções para estes problemas – entre elas o reforço da Polícia Federal e o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário. “A Lava Jato é uma conquista da sociedade”, disparou. Alckmin planeja ações contra agentes públicos que não comprovarem a origem de seus patrimônios, como o perdimento, tipificando no Código Penal o enriquecimento ilícito.

Alckmin disse que pretende reduzir o número de ministérios e defendeu a criação de ministérios fortes. “Vamos ter até dez ministérios a menos e concentrar tudo no Ministério da Fazenda, inclusive a parte de orçamento”, explicou. Ele apontou como soluções a redução de prédios e fundações, a privatização e as concessões. “É uma profunda reforma do Estado”.

A ampliação do programa Bolsa Família também está nos planos do candidato. “Se for eleito, a economia vai crescer forte, porque precisamos de confiança para atrair esse investimento", respondeu.

Na semana passada, os jornalistas entrevistaram Jair Bolsonaro (PSL) e Guilherme Boulos (PSOL). O candidato Cabo Daciolo (Patriota) não compareceu ao estúdio da Record. Nos próximos dias participam Ciro Gomes, Henrique Meireles (MDB), o candidato do PT, e Álvaro Dias (Podemos). Já Marina Silva (Rede Sustentabilidade), encerra a lista na próxma segunda-feira (27).

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