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"Vamos desativar as Secretarias de Desenvolvimento Regional", afirma Jessé Pereira

Candidato ao governo do Estado pelo Patriota, acadêmico de Gestão Pública aposta em 'governo mínimo' para driblar a falta de recursos

Redação ND
Florianópolis
03/09/2018 às 22H49

A série de entrevistas com candidatos ao governo de Santa Catarina continua na Record News. Na sabatina desta segunda-feira (03), foi a vez de Jessé Pereira, do partido Patriota, falar sobre os principais temas de sua campanha. A entrevista foi conduzida pelo jornalista Alexandre Mendonça, apresentador do Jornal do Continente, da Record News; com a participação do colunista Fábio Gadotti, do jornal Notícias do Dia, e da apresentadora Maria Odete Olsen, do programa Educação e Cidadania, também da Record News.

Jessé Pereira, do partido Patriota, na Record News - Marco Santiago
Jessé Pereira, do partido Patriota, na Record News - Marco Santiago

Vendedor ambulante durante 19 anos, o candidato fez o supletivo para terminar o último ano do ensino médio e logo em seguida começou a faculdade de Gestão Pública, na qual se forma no final deste ano. Natural de Balneário Camboriú, pai de duas filhas e com 38 anos de idade, esta é a primeira vez que se lança a um cargo político. Segundo ele, foi a vontade de ver um Estado e um país melhor e o fato de acreditar na renovação política que o levaram a aceitar a disputa.

"Eu era um dos que ficam sentados em frente à TV reclamando do que está aí, cansado da velha política. Então, quando me perguntaram se eu tinha coragem de me candidatar ao governo eu disse que não tinha dinheiro para campanha, mas tinha coragem e vontade de mudar".

Pereira foi cogitado após a desistência do médico Edvaldo Machado, de Criciúma, que preferiu concorrer a uma vaga como deputado federal. "Isso aconteceu um dia antes do prazo para lançamento da candidatura e não queríamos que o partido ficasse sem concorrente para o governo estadual, então me apresentei", conta.

Entre suas principais metas estão os cortes no governo. Jessé Pereira acredita que o acerto das contas públicas passa pelo enxugamento das despesas e garante que isso fará sobrar dinheiro para os investimentos necessários na saúde, na segurança e na educação.

Para isso, pretende adotar um "governo mínimo", limpando privilégios e mordomias, cortando cargos comissionados que poderão ser ocupados por servidores efetivos, e eliminando as secretarias de desenvolvimento regional. "As secretarias regionais consomem cerca de R$ 400 milhões ao ano e são ineficientes, logo precisam ser fechadas. Prédios alugados ou públicos que não estão sendo utilizados terão que ser revistos e também é preciso enxugar a folha de pagamento que chega a R$ 12 bilhões ao ano", avalia.

Questionado sobre a possibilidade de privatizar alguns segmentos, Pereira disse que há a possibilidade de avaliar os casos da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) e Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), mas não pretende fazer o mesmo com as rodovias estaduais. "Já pagamos impostos, e além disso ainda precisa pagar pedágio? Não concordo com isso", afirma. "Cabe aos nossos deputados que estão em Brasília lutar para que os recursos que pagamos ao governo federal volte para o nosso Estado, para que possamos investir aqui, pois somos o sétimo estado em arrecadação, mas o vigésimo terceiro em recebimento de recursos federais", defendeu.

Saúde, educação, segurança

Na área da saúde, Pereira propôs estabelecer parcerias público-privadas para diminuir ou zerar as filas de espera por exames e procedimentos no SUS (Sistema Único de Saúde).

Para a educação, defendeu a melhoria na remuneração dos professores e a adoção do período integral nas escolas estaduais. "As crianças não podem ficar pelas ruas, precisam ter atividades nas escolas, projetos culturais, mas para isso tem que ter dinheiro e por isso defendo o enxugamento da máquina", explica.

Ao ser indagado sobre seus objetivos para a segurança, disse que não poderia responder totalmente a questão. "Temos uma equipe de militares que farão um levantamento para saber onde será preciso mexer, e esse projeto ainda está sendo construído pela minha equipe de campanha, que é bem reduzida", afirma. O candidato diz que na falta de recursos para investimentos na segurança pública, uma saída poderia ser recorrer à ajuda federal. "Podemos pedir auxílio ao Exército, não na mesma proporção do que fez o Rio de Janeiro, mas é uma opção".

Por fim, o candidato disse que representa uma chance de renovação na política catarinense e que não tem medo de ninguém. "Independente de onde irei chegar, vim aqui dizer que estou indignado com a situação do nosso Estado e do país e não tenho medo de ninguém. Não vou aceitar indicações para cargos políticos, porque sou contra essa politicagem; no meu governo, as pessoas serão indicadas por competência".

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