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"Vamos continuar o trabalho da gestão atual", diz novo presidente da Alesc

Aldo Schneider assumiu o cargo no lugar de Silvio Dreveck e conduzirá os trabalhos até o fim do ano

Altair Magagnin
Florianópolis
07/02/2018 às 09H25

O deputado Aldo Schneider (PMDB) assumiu ontem a presidência da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) com o compromisso de dar continuidade à gestão do então presidente e hoje vice, deputado Silvio Dreveck. Aldo pretende trabalhar pela eficiência dos trabalhos e a economia de recursos públicos.

Aldo Schneider é o novo presidente da Assembleia Legislativa - Agência AL/ND
Aldo Schneider é o novo presidente da Assembleia Legislativa - Agência AL/ND



Durante o discurso, Aldo agradeceu a presença de autoridades dos municípios do Alto e Médio Vale do Itajaí, seu reduto eleitoral, além de citar os ex-governadores Casildo Maldaner e Paulo Afonso e o presidente estadual do PMDB, deputado federal Mauro Mariani.

Ainda em meio aos agradecimentos, Aldo lembrou dos problemas de saúde que vive desde o segundo semestre do ano passado. “Enfrentei uma grande batalha pela vida. Recebi apoio, orações que foram imprescindíveis. Quis o destino que eu me recuperasse e Deus me incumbisse de mais uma missão, corresponder à confiança de todos que acreditam na minha capacidade como homem público. Me empenharei ao máximo para fazer o melhor”, afirmou.

 

Qual é a avaliação que o senhor faz o fim do período como vice-presidente e a expectativa de assumir a presidência da Assembleia, a partir de agora.

Esses cargos que nós exercemos por um período da nossa vida, não nos pertencem. Nós temos que ser desprovidos desta questão de passagem. Estamos em um cargo de representação, que tem dia e hora para começar e para terminar. Na passagem desse cargo, vamos construindo os parceiros. Eu e o deputado Silvio, desde que chegamos aqui, sempre construímos essa parceria, com lealdade, companheirismo, seriedade, mesmo em partidos e opiniões ideologicamente talvez diferentes. Mas, o que é diferente no meio de 35 partidos, não acredito em muitas diferenças. Enfim, nós sempre procuramos fazer aquilo que é importante para Santa Catarina. Nós dois sempre estávamos votando junto. O que importante para Santa Catarina é importante para todos nós. Hoje, encerramos o primeiro ciclo, da presidência do deputado Silvio, e começamos o ciclo do deputado Aldo, mas, na essência da gestão, não muda absolutamente nada. Tudo que o deputado fez, é aquilo que nós falamos há um ano atrás, e que está registrado. Era para valer e foi para valer. Tudo foi compartilhado e vai continuar sendo compartilhado. Não vou tomar nenhuma decisão, que envolva uma questão em âmbito um pouco maior, que não tenha o aval do deputado Silvio. Pelo menos, a primeira concordância que vou buscar na Mesa Diretora é a dele. 

Já há encaminhamento para a formação das comissões?

Nós temos um acordo, desde o início desta Legislatura, que as comissões que foram formadas naquele primeiro momento valeriam para a gestão toda. No início da semana que vem, nós vamos chamar os líderes só para reativar as comissões, em um acordo que já existe. Nós acreditamos que não vai ter problema nenhum. Nós não precisamos dar o prazo regimental para se formar as comissões, já que temos o entendimento do início da Legislatura. Porque a gente dá todo esse prazo regimental? Exatamente para que todos os partidos tenham a sua representação, dentro da proporcionalidade dos deputados que elegeram. Como não houve muita alteração, vamos propor que continue como está. 

Há rumores da instalação de uma CPI para investigar a compra do novo prédio da Assembleia. Como o senhor vê a questão desta compra?

Se 14 colegas deputados entenderem que tem que averiguar o que o deputado Silvio e eu fizemos, nós estamos abertos para todas as informações. As nossas decisões não tem necessidade de ser nos bastidores, nem na calada da noite. Nós tomamos as decisões como têm que ser tomadas. Prova disso, que tomamos todos os cuidados, tanto no âmbito da legislação, quanto na questão do preço. Não tenho nenhuma dúvida, mas estamos preparados para prestarmos as informações. Nós estamos aqui de passagem e, nesta passagem, não pode ficar dúvida do nosso tratamento com as coisas públicas. 

Qual será a bandeira da gestão do senhor?

Eu gostaria de enfatizar o trabalho compartilhado. A gente já passou em vários cargos públicos e hoje, quando a gente tem certo ceticismo com a classe política, exatamente pelo não cumprimento das falas, conosco foi o contrario. A gente falou, trabalhou e cumpriu. O que nós vamos fazer, essa é a pergunta, nós vamos continuar fazendo. Primeiro, esta decisão de uma colocação digna para os nossos servidores, que é a aquisição do imóvel, está definida. Então, nós temos que instalar esses servidores e essa é uma das metas, diria, a número um. A meta um, de novo, aqui tudo é um, é dar agilidade a todos os projetos, tanto no âmbito governamental quanto no legislativo. Na prática, nós adotamos o tom um ano atrás. É a continuidade. 

Neste momento o PMDB está de volta ao comando da Assembleia Legislativa e também do governo do Estado. Qual é a importância política deste momento?

Como atividade política, que bom, que temos um conhecimento antecipado. Por exemplo, a renuncia do governador Raimundo Colombo já era previsível, ele disputaria as eleições. O governo seria sucedido pelo vice-governador Eduardo Moreira, então, só está se confirmando aquilo que era previsível. A presidência da Assembleia acabou sendo concomitante com a posse do Eduardo, como uma mera coincidência, não foi planejado. Mas, entendo que tanto o governador Raimundo, o governador Eduardo, o presidente Silvio, o presidente Aldo, nós temos um compromisso com Santa Catarina. Tentar fazer com que os recursos públicos sejam economizados ao máximo, para atender as grandes demandas do Estado, que na minha visão continuam sendo saúde, educação e segurança.

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