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PTB desiste da indicação de Cristiane Brasil para o comando do Ministério do Trabalho

O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, disse que conversará com o presidente Michel Temer sobre a indicação de outro nome da legenda para a pasta

Folha de São Paulo
Brasília (DF)
20/02/2018 às 19H59

GUSTAVO URIBE

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Sem previsão de uma decisão judicial, o PTB desistiu da indicação da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para o comando do Ministério do Trabalho.

O presidente nacional do partido, Roberto Jefferson, disse à reportagem que conversará com o presidente Michel Temer sobre a indicação de outro nome da legenda para a pasta.

Deputada Cristiane Brasil será a nova ministra do Trabalho - Wilson Dias/Agência Brasil
Deputada federal foi nomeada ministra por Temer em janeiro - Wilson Dias/Agência Brasil


Segundo ele, a sua filha seguirá como deputada federal. A informação de que o partido indicará outro nome foi antecipada pela Folha de S.Paulo.

"O caminho será conversado com o presidente. A ministra Cármen Lúcia não votará antes do segundo semestre. Vamos andar, caminhar para frente", disse Jefferson.

A previsão é de que o dirigente do partido converse ainda nesta semana com o emedebista para fechar um nome para a pasta.

Os mais cotados para o cargo são os deputados federais Alex Canziani (PR) e Jorge Corte Leal (PE). A legenda chegou a sugerir anteriormente Sérgio Moraes (RS), mas o presidente demonstrou resistência.

Em 2009, ele causou polêmica ao dizer que estava "se lixando para a opinião pública" quando defendeu o ex-deputado federal Edmar Moreira, que ficou conhecido por ter sido dono de um castelo no interior de Minas Gerais.

Ele era o relator no conselho de ética de acusação contra o mineiro por suposta apresentação de notas falsas ao justificar o uso de verba indenizatória. Com a declaração, Moraes acabou trocado da função.

O presidente trava há quase dois meses uma guerra jurídica com o Poder Judiciário pela nomeação de Cristiane Brasil. Ela foi impedida de assumir pela primeira instância federal por condenações na área trabalhista.

A suspensão foi mantida pela segunda instância e, posteriormente, pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, que revogou decisão do ministro Humberto Martins, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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