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Sábado, 22 de Setembro de 2018
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Universitários americanos chegam a Florianópolis para um curso de imersão cultural sobre o Brasil

Além de aulas sobre a história do país, os estudantes vivenciarão experiências culturais ligadas à música, dança, economia, religião e tradições brasileiras

Letícia Mathias
Florianópolis

A riqueza e pluralidade da cultura brasileira atraiu 14 estudantes de uma Universidade de Minnesota, nos EUA, a Florianópolis. Os americanos chegaram à Capital no fim de semana para um curso na escola de idiomas The Language Club com objetivo conhecer mais da cultura, língua e povo do Brasil. Durante 20 dias eles vivenciarão diversos aspectos, lugares e tradições brasileiras em um curso de imersão cultural com aulas sobre a história do país e atividades práticas que envolvem culinária, dança, música, economia, política e religião.

Flávio Tin/ND
Grupo de estudantes veio em busca de experiências brasileiras

A convivência com brasileiros também ajuda no processo de aprendizado, eles estão hospedados em casas de família na Lagoa e Rio Tavares. Há apenas três dias na Capital eles dizem que ainda é cedo para falar sobre suas impressões da cidade e do país, mas o que atrai mais a curiosidade deles são as praias e belas paisagens da cidade.

Alguns ficaram impressionados em saber que havia morros, que a cidade não é plana, outros observaram que a arquitetura é muito diferente do seu país. A culinária também chamou a atenção, entre os preferidos estão o café e o pão de queijo.

Metade dos estudantes tem conhecimento do Espanhol, mas a língua não auxiliou tanto no português quanto eles imaginavam.  Dylan Gertken, 21, achou que encontraria mais pessoas falando inglês na cidade, mas apesar disso considerou o brasileiro acolhedor, hospitaleiro. “Nos sentimos bem-vindos e aceitos. Mesmo quando falamos em inglês eles tentam nos ajudar”, conta.

Gentileza predomina, menos no trânsito

A maioria tem entre 20 e 22 anos e vem de diversos cursos, nutrição, comunicação, economia, ciências políticas, negócios, entre outros. Para a estudante Ellie Fischer, 21, que deseja trabalhar com educação, ter contato com uma língua diferente é importante nesse processo. “É muito legal esse contato com outra língua e cultura diferente”, disse.

Um grupo contou que achou os brasileiros menos estressados do que os americanos, desde que não estejam dirigindo. “Eles parecem mais tranquilos que nos EUA, mas na direção parecem malucos”, observaram.

Burleigh Biel, 20, estudante de nutrição brincou dizendo que as meninas também chamaram a atenção. Na mesma onda da publicação do jornal britânico The Sun, em que uma repórter afirmou que Florianópolis seria a cidade com as pessoas mais bonitas do mundo, ele brinca: “Sim, acho que estou percebendo isso também”.

Agenda inclui aulas de dança e futebol

Durante o período de curso na escola, eles têm aulas de português para aprender expressões básicas para que possam se comunicar durante o período na cidade. Os números, a moeda e o “obrigada”, já estão na ponta da língua.

Flávio Tin/ND
Nos primeiros dias eles aprendem expressões básicas para se comunicar em português

As aulas matinais serão em inglês com um historiador brasileiro e no período da tarde serão feitas as atividades fora de sala. Ontem o grupo fez uma trilha pela Costa da Lagoa, foi de ônibus até o início da trilha e voltou de barco. Hoje eles farão uma aula de danças brasileiras, e nos próximos dias visitarão rodas de Capoeira, Blumenau e um terreiro de Umbanda. A diretora da escola Martha Ghizzo, 47, explica que a visita no terreiro visa mostrar o sincretismo religioso praticado no Brasil. Em clima de Copa do Mundo, o grupo planeja ir a um jogo de futebol no estádio do Figueirense no fim de semana.

O objetivo é proporcionar aos alunos a experiência de imersão na cultura local, além de uma ampla visão da história do Brasil e como esses fatores influenciam na sociedade moderna. Martha conta que foi procurada há cerca de dois anos pela Saint John´s Univestity do estado de Minnesota com a proposta para um curso cultural. Ano passado duas professoras da universidade visitaram a escola e firmaram a parceria.

Antes de vir, os jovens estudaram durante um semestre inteiro sobre a história do Brasil. O curso realizado aqui vale créditos para a disciplina dos cursos dos estudantes nos EUA e a diretora pretende continuar fomentando esse tipo de trabalho e experiência com estrangeiros nos próximos anos, com pelo menos uma edição por ano.

Segundo ela, o Brasil é conhecido “pelo mosaico de culturas e tendências”, o que tem atraído cada vez mais estrangeiros: “Também queremos chamar a atenção para o potencial econômico dessa atividade que traz  vantagens para a cidade. O ganho não é da escola individual, mas do brasileiro.  Sempre fomos muito tocados pela cultura americana. Agora passamos a influenciar, essas atividades podem influenciar esta nova geração”.

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