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União Europeia é inimiga dos EUA, diz Donald Trump

Ao tratar das relações comerciais de seu país, Trump listou o que considera inimigos dos Estados Unidos

Folha de São Paulo
Estados Unidos
15/07/2018 às 20H54

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente americano, Donald  Trump, disse em uma entrevista divulgada neste domingo (15)  que considera a União Europeia um inimigo comercial dos Estados Unidos. Às vésperas de seu encontro com  Vladimir Putin, também citou como rivais Rússia e China.

Trump fez as declarações à CBS Evening News, ao qual também disse que não havia pensado em pedir a extradição dos 12 oficiais de inteligência russos acusados de hackear organizações do Partido Democrata em um esforço para influenciar a eleição de 2016, mas que poderia vir a tomar essa atitude.

"Bem, eu posso fazer isso", disse Trump ao jornalista Jeff Glor no resort de golfe Turnberry, na Escócia. "Mas eu certamente perguntarei sobre isso." Os Estados Unidos não têm um tratado de extradição com a Rússia.

Na sexta-feira (12), 12 agentes russos foram denunciados nos Estados Unidos sob acusação de promoverem um ataque hacker aos computadores do partido Democrata e da campanha de Hillary Clinton durante as eleições presidenciais de 2016.

Ao tratar das relações comerciais de seu país, Trump listou o que considera inimigos dos Estados Unidos.

"Acho que temos muitos inimigos. Acho que a União Europeia é um inimigo, com o que eles fazem conosco no comércio", disse Trump. 

"A Rússia é um inimigo em certos aspectos. A China é um inimigo economicamente, certamente são inimigos. Mas isso não significa que eles sejam ruins. Não significa nada. Significa que eles são competitivos", afirmou o presidente.

Em resposta, Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu,  escreveu no Twitter: "América e UE são melhores amigos. Quem diz que somos inimigos está espalhando notícias falsas."

Antes de deixar seu resort em Turnberry, na Escócia, no domingo, Trump passou dois dias jogando golfe e, segundo ele, realizando reuniões e ligações em preparação para a reunião com Putin em Helsinque, na Finlândia, nesta segunda (16).

Em vez de entregar uma mensagem severa aos russos, como alguns republicanos e autoridades diplomáticas esperavam que ele fizesse, Trump voltou a considerar a cibersegurança norte-americana como uma questão partidária em vez de nacional. Ele também pareceu zombar da invasão dos servidores do Comitê Nacional Democrata.

Trump disse ainda que seu Partido Republicano também foi alvo dos piratas russos, mas que tomou maiores medidas de segurança cibernética para evitar esse tipo de coisa.

"Acho que o DNC (Comitê Nacional Democrata) deveria estar envergonhado de si mesmo por ter se deixado hackear", afirmou.

O presidente deu uma série de entrevistas e coletivas de imprensa durante sua viagem europeia na semana passada. Em todas tentou minimizar a reunião com Putin. Ele também se recusou a criticar duramente o presidente russo antes de seu encontro com ele. 

Trump se recusou a chamar Putin de inimigo ou amigo, mas se referiu a ele como um "competidor". E numa coletiva de imprensa conjunta com a primeira-ministra Theresa May, da Grã-Bretanha, na sexta-feira (13), disse que levantaria a questão da intromissão russa nas eleições, mas novamente enfatizou seu desejo de se dar bem com Putin.

 

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