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Sexta-Feira, 16 de Novembro de 2018
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Sapiens Parque é uma cidade de inteligência tecnológica dentro de Florianópolis

Local abriga empresas afinadas com aposta futura para a Capital

Saraga Schiestl
Florianópolis
Daniel Queiroz/ND
Quem chega às instalações do Sapiens vê obras por todos os lados


A inteligência de Florianópolis está de mudança para um novo endereço. O do Sapiens Parque, espaço de inovação no Norte da Ilha que deu seus primeiros passos em 2002 e reserva novidades para os próximos anos. A grande intenção é consolidá-lo como ponto de referência para investimento de tecnologia em todo país. Até agora o poder público investiu R$ 30 milhões para que o polo pudesse se transformar em realidade. O número comemorado pelos executivos do parque, no entanto, é outro: estão contratados R$ 150 milhões em investimentos privados. Ou seja, a cada R$ 1 investido pelo governo, R$ 5 vieram em contrapartida de empresários.

Quem caminha por entre as ruas que formam o parque, tem a impressão de conhecer uma cidade em construção. Por todos os lados há obras de todos os tamanhos. Ao lado delas há prédios concluídos que dão vida ao Sapiens. Em uma projeção da diretoria, calcula-se que trabalharão 25 mil pessoas no local nos próximos dez anos. Número equivalente a uma cidade de pequeno porte.

Uma das futuras “moradoras” do Sapiens é a Softplan, empresa que desenvolve soluções corporativas para outras empresas. É dela que vem o maior investimento até o momento do parque tecnológico. As duas torres que devem ser entregues em junho do ano que representam um investimento de R$ 38 milhões. A mudança oficial dos mais de 1.400 funcionários deve acontecer no começo de 2015. Número que deve aumentar, afinal, nos novos prédios – um com 15 mil m² e o outro com 5 mil m² - haverá espaço suficiente para a contratação de mais colaboradores. O crescimento da empresa ainda não foi calculado para depois de 2015, porém, há um aumento constante de 20% ao ano.   

A Softplan/Poligraph começou suas atividades em 1990. Nesse tempo, o negócio cresceu a ponto de precisarem mudar de endereço duas vezes: começaram em uma sala modesta na Avenida Rio Branco, depois foram para a SC-401. Mesmo em um prédio maior, o crescimento da empresa está ligado aos investimentos no Sapiens Parque. “Precisamos estar perto de outras cabeças da área. Além disso, o Sapiens oferece estrutura adequada para recebermos nossos funcionários com conforto”, explica a gerente Administrativo-Financeira da Softplan/Poligraph, Nádia Lopes Vieira.

Daniel Queiroz/ND
Nádia Lopes Vieira, da Softplan, aguarda com expectativa a conclusão da nova sede


Mais projetos fortalecem o setor

A Acate (Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia) também fará parte do Sapiens Parque. O prédio ainda será construído e tem, por enquanto, 12 sócios para execução da obra. Todos envolvidos são empresários que começaram as atividades como incubados da Acate.

“O Sapiens Parque é uma oportunidade de desenvolver o setor tecnológico de Florianópolis e destacar a cidade ainda mais no segmento”, afirma o presidente da Acate, Guilherme Bernard.

Divulgação/ND
Em dez anos, complexo terá capacidade de abrigar 25 mil funcionários


Hoje são 300 pessoas trabalhando no parque tecnológico, número que deve se multiplicar rapidamente. A expectativa do diretor-executivo do empreendimento, José Eduardo Fiates, é que até o fim do próximo ano sejam mais 300 funcionários. “Atualmente temos 30 empresas dos quatro setores do Sapiens: energia, saúde, tecnologia de informação e economia criativa”, explica Fiates, destacando que até o fim do ano o Sapiens deve arrecadar R$ 50 milhões em impostos. “Temos a previsão de, daqui a dez anos, ter 25 mil pessoas em mais de 400 empresas”, salienta o presidente.


Todos querem estar lá

Daniel Queiroz/ND
Demetrius, da Sábia: "barulho das obras não incomoda, queremos é estar aqui."


A relação dos empresários de tecnologia com o Sapiens Parque é tão forte que é difícil encontrar algum que negue a possibilidade de ingressar no empreendimento. A razão que justifica essa vontade é a possibilidade de estar próximo às principais cabeças do segmento no Brasil.

Mesmo localizado no extremo Norte da Ilha, próximo ao final da SC-401, o Sapiens não arranca reclamações dos funcionários que precisam se deslocar para chegar ao serviço. “Nossos colaboradores querem ver esse parque crescer, querem estar presentes para conhecer o que as outras empresas estão fazendo e como se comportam no mercado”, afirma o diretor da empresa Sábia, Demetrius Ribeiro de Lima. Nem mesmo o barulho das obras de infraestrutura básica – ruas, calçadas e redes elétricas – e das construções dos prédios incomoda os funcionários. “Nós sabemos que isso faz parte e será fundamental para nosso crescimento. Gera uma grande ansiedade em todos em pensar quem vai trabalhar conosco daqui algum tempo”, pontua o diretor.

A Sábia é um dos exemplos de aposta no projeto Sapiens. A empresa nasceu no empreendimento em 2008 e, desde então, cresceu 500% em faturamento. A quantidade de funcionários também aumentou, de oito no primeiro ano para 35 agora. Números que o diretor atribui, em parte, à localização do negócio. “Com certeza se estivéssemos no Centro de Florianópolis, misturados a consultórios e outras empresas, não teríamos o mesmo destaque alcançado”, observa Demetrius, lembrando a importância das constantes visitas internacionais recebidas no Sapiens que também alavancam a empresa. “O tempo todo estamos trocando informações”, garante.


A Rota da Inovação na Capital

O Sapiens Parque será o ponto final de um roteiro preparado pela Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável. Desde o começo do ano, a pasta prepara a Rota da Inovação, que levará os visitantes e pesquisadores do aeroporto até o Sapiens – passando por outros centros de estudos tecnológicos pelo caminho – para conhecer o que Florianópolis tem reservado de melhor sobre tecnologia.

Tanto planejamento para o setor tem uma justificativa: a tecnologia florianopolitana representa R$ 2 bilhões – ou 1/4 – do PIB (Produto Interno Bruto) da Capital. No total, o índice soma R$ 8 bilhões. “Hoje são mais de 550 empresas do setor. Negócios importantíssimos para a cidade porque geram emprego e renda”, pontua o secretário, Rui Luiz Gonçalves.

Para ele, o Sapiens é o grande modelo a ser seguido. “O que precisamos fazer é desmistificar o que acontece dentro desses lugares. É isso que a Rota da Inovação quer fazer”, justifica. A intenção é liberar até o fim do ano um site e um aplicativo para celulares e tablets com todas as empresas participantes, incluindo também centros universitários como a UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina) e IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina). “Estamos estudando para averiguar o que de mais interessante acontece nesses lugares para que eles possam ser mapeados. O objetivo é que se comece com um tour virtual que se transforme em real”, comenta.


De Florianópolis para o mundo

Todo investimento planejado pelos executivos do Sapiens Parque tem um objetivo. Alavancar o nome de Florianópolis para o mundo quando o assunto for tecnologia. Para isso, o  diretor-executivo do Sapiens Parque, José Eduardo Fiates, garante que os empresários catarinenses estão no caminho certo e que os resultados mais expressivos devem aparecer ainda nesta década.

“Temos uma grande vantagem que é contar com a UFSC. De lá vem os nossos principais pesquisadores”, pontua o presidente, destacando que as referências seguidas pelos empresários vêm de fora. Estados Unidos, Singapura e a Espanha são países com empresas de tecnologia que servem de exemplo.

Para o secretário Municipal de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rui Luiz Gonçalves, Florianópolis ainda não se vende como destino tecnológico em por isso, há necessidade de divulgar o setor. “Com a rota da inovação vamos instigar esse segmento e transformar a cidade com eventos que envolvam a tecnologia e o setor criativo”, aponta.

Daniel Queiroz/ND
Empreendimento é destino final da recém-criada Rota da Inovação da Capital


Números

Entenda as dimensões do investimento planejado para os próximos 20 anos 

• Área total

4,5 milhões de m² (445 hectares)

Potencial Máximo Construtivo

1,2 milhões de m²

TO (Taxa de Ocupação)

11%

IA (Índice de Aproveitamento)

25%

Horizonte de Implantação

15 a 20 anos

Arrecadação de Impostos na fase de implantação

R$ 1,1 bilhão

Capital da Sapiens Parque S.A.

R$ 228.817.602

Investimento em infra-estrutura (durante as 5 fases do projeto)

R$ 417.189.000

Investimento em edificações comerciais e empresariais

R$ 1.350.000.000

Investimento em Projetos nas Áreas Social e Ambiental

R$ 150.000.000

Investimento em Projetos Tecnológicos e Científicos

R$ 250.000.000

Investimentos relativos à infra-estrutura e projetos sociais no entorno do Sapiens Parque

R$ 150.000.000

Investimento Total (em 20 anos)

R$ 2.317.189.000,00

Área Natural Preservada

2.000.000 m² (mais de 50% total)

Total de empregos diretos (nas 5 fases de implantação)

Cerca de 35 mil

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