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Tutora de cadela que já passou por 29 transfusões aposta em tratamento com célula-tronco

Família da cadelinha Bibi abriu vaquinha virtual e correu atrás de especialistas, em São Paulo

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
09/08/2018 às 16H50

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A cadelinha Bibi, ou Bianca, é uma idosinha cheia de energia e uma lição de superação. Ela sofre de aplasia medular, já passou por 29 transfusões de sangue -a última foi no sábado (4)- e faz tratamento com células-tronco.

O Bom Pra Cachorro mostrou a história da Bibi em janeiro, quando o número de transfusões somava 21, e a tutora falou sobre a dificuldade do tratamento com as células-tronco: além de caro, não estava disponível em Recife (PE), onde vivem.

Mas a família humana de Bibi não desistiu. Abriu uma vaquinha virtual e correu atrás de especialistas, em São Paulo. A cadelinha, agora com 15 anos, já recebeu duas aplicações e vai precisar, ao menos, de uma terceira.

A aplasia medular é um tipo de anemia, que pode causar a morte do animal, se não houver tratamento. Veterinários ouvidos pelo blog em janeiro dizem que o tratamento com células-tronco é indicado e pode trazer bons resultados, apesar da idade de Bibi.

Segundo a tutora, a veterinária diz que Bibi tem hoje uma condição muito mais favorável para recuperação e que ela mostra sinais de que o tratamento está no caminho certo.

Mesmo com o organismo afetado pelo uso contínuo de corticoide, a cadela apresenta ganho de peso e constante desintoxicação hepática.

A primeira aplicação de células-tronco foi feita em 19 de maio e a segunda, 30 dias depois. A terceira ainda não foi marcada.

Um veterinário de São Paulo foi a Recife para o procedimento, e a vaquinha conseguiu pagar a primeira aplicação, de R$ 2.100. Já a segunda foi bancada pela tutora.

A próxima será feita pela própria veterinária da Bibi, já habilitada. Com isso, não será necessário arcar com custos de viagem e hospedagem do profissional, mas os valores são elevados, e a campanha –com objetivo de arrecadar R$ 7.000– continua aberta para ajudar a Bianca.

O dia a dia da cadelinha é mostrado em rede social: são fotos e vídeos de transfusões, do tratamento e das artes que a idosinha apronta.

ANJO DA GUARDA

Bibi é muito doce e convive bem com seus irmãos -humanos, gatinhos e outos cães.

A tutora, Maristela Ishikawa, chama Bianca de “anjo da guarda”. Isso porque Bibi, então com seis meses, foi adotada na mesma semana em que o noivo de Maristela morreu, vítima de um infarto.

“A Bibi foi a minha cura, por isso sou tão grata a ela”, afirma.

Mesmo com os cuidados, Bianca contraiu a doença do carrapato quatro vezes. “Acabamos descobrindo que ela possuía uma imunidade muito baixa e que já não respondia tão bem aos tratamentos.”

Os problemas de saúde começaram a se agravar em meados de 2016. Em julho daquele ano, ela contraiu uma alergia tão forte que foi preciso amputar o rabinho. A alergia voltou meses depois, e ela acabou internada com falha nos rins em dezembro. Foi, então, que veio o diagnóstico de aplasia medular.

“A partir deste dia, a luta pela vida da Bibi começou”, diz Maristela. “Sim, ela quer viver, apesar da estrada longa e cansativa, apesar de tudo, ela tem os olhinhos brilhantes.”

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