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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Turismo a bordo: conheça Florianópolis embarcando em um barco pirata

Programa turístico une a diversão e informação em Florianópolis

Marciano Diogo
Florianópolis

Em Florianópolis, nos dias de sol e calor, existem outras opções de lazer além de ir às praias. Para quem está de férias ou folga, uma boa opção são os passeios de barco.Somente na Praia de Canasvieiras, na temporada de verão, é possível contar ao menos 15 embarcações direcionadas aos passeios turísticos. “É um programa que une diversão à informação. Além de curtirmos as vistas panorâmicas, conhecemos mais as praias e a história da cidade graças às explicações e orientações do guia turístico”, afirma o estrangeiro Arthuro Baes, 37, que veio junto da família de Assunção, no Paraguai, para aproveitar as férias em Florianópolis. “O passeio de barco foi sugerido pelo próprio hotel onde estamos hospedados. Foi uma excelente opção para nós e as crianças”, confirma a esposa de Arthuro, Laura Barreto, 37, acompanhada das filhas Carmem, 14, e Jasmin, 5.

Bruno Ropelato/ND
Além de conhecer outros pontos da Ilha, os barcos piratas são garantia de diversão

 

Na temporada de verão, a Scuna Sul, uma das maiores empresas de passeios turísticos de barcos de Florianópolis, leva diariamente cerca de 900 pessoas para conhecerem regiões em torno da cidade. Com roteiros que passam por fortes e praias, e paradas para mergulhos, os passeios levam turistas e também nativos para aproveitarem as belezas naturais de pontos turísticos da Grande Florianópolis, como, por exemplo, a Baía dos Golfinhos e a praia de Governador Celso Ramos. Assim como outras empresas deste segmento, a companhia, que conta com seis embarcações, tem marinheiros registrados e habilitados pela Capitania dos Portos, que dão as devidas orientações e também animam o público.

“Nós nos divertimos trabalhando. É claro que o trabalho requer atenção constante com os cuidados para com o público, mas o melhor é ver os visitantes conhecendo as belezas naturais da nossa cidade com tanta euforia. Todos saem com sorriso no rosto”, observa o florianopolitano Jhonatan Dornelles, 30, um dos marinheiros que trabalha com a animação nos passeios. Assim como Dornelles, outros funcionários caracterizados como personagens inspirados em piratas, promovem a recreação durante o roteiro percorrido pela embarcação com brincadeiras e danças. 

Com a embarcação máxima de 150 pessoas e promovendo dois passeios por dia, cada um dos barcos da Scuna Sul tem quatro marinheiros guias. O passeio, que dura em média quatro horas, leva o visitante para conhecer ilhas e costas de Florianópolis peloo mar, passando por praias do Norte e região central da Ilha, e também tendo como opção à visita à histórica Ilha de Anhatomirim, que conta com a Fortaleza de Santa Cruz, patrimônio construído ainda no século 18. Durante as rotas, que são acompanhadas por trilhas sonoras músicas animadas, o público da embarcação confraterniza e acaba fazendo amizades. “As pessoas aproveitam o balanço do barco para fazer festa, e ainda conhece pontos turísticos da cidade. É um passeio descontraído e familiar”, conclui a jovem Gabriela Gaertner, 22, gerente de um hotel localizado no Norte da Capital.

 

Turismo de natureza
Com os devidos equipamentos de segurança e infraestrutura que conta com banheiros e bares espalhados pelo cais, os barcos de passeio marítimo são os prediletos daqueles que procuram fazer o turismo de natureza com uma aventura moderada. É o caso da família argentina Calataud, que veio de Mendonça, na Argentina, para passar as férias em Florianópolis e optou por fazer o passeio de barco pelo Norte da Ilha. “O visual é deslumbrante. Foi uma boa oportunidade para conhecermos outras praias. E quando estamos aqui, a gente esquece o mundo lá fora”, observa Angeles Calataud, 34, acompanhada do marido Julian, 36, e dos filhos Tomas, 5, e Santiago, 3.

O capitão de uma das embarcações da Scuna Sul, Jorge Renato Costa, 58, que também já foi capitão da Marinha e pilota barcos há 35 anos, ressalta os prazeres do público que busca esse tipo de passeio. “Por aqui já passaram mais de 50 nacionalidades, americanos, asiáticos e europeus de diversos lugares. As pessoas procuram por que essa é a maneira mais descontraída de conhecer um pouco mais a história de Florianópolis. E nessa hora, a informação e o bom atendimento são fundamentais. Afinal, o turismo também depende de nós”, conclui o capitão, que se divide entre o timão e o leme durante os passeios: “tenho que ficar atento à direção, se não nós vamos parar do outro lado do mundo”, brinca Jorge. 

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