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Trump planeja acabar com direito à cidadania de filhos de estrangeiros nascidos nos EUA

Não está claro, porém, se o presidente poderia tomar medida de forma unilateral

Folha de São Paulo
Nova York (EUA)
30/10/2018 às 14H40

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja assinar uma ordem executiva que retiraria o direito à cidadania de filhos de estrangeiros e de imigrantes ilegais nascidos nos EUA.

Donald Trump - Boris Baldinger/Divulgação/ND
Donald Trump promete inaugurar uma batalha judicial para resolver o caso - Boris Baldinger/Divulgação/ND


"Somos o único país no mundo onde uma pessoa chega e tem um bebê, e o bebê é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos por 85 anos, com todos esses benefícios. É ridículo, é ridículo. E precisa acabar", disse Trump.

As declarações foram dadas pelo republicano em entrevista ao programa “Axios na HBO”, um documentário em quatro partes que estreia na emissora no próximo domingo (4).

Seria o movimento mais dramático do presidente em sua campanha anti-imigração, agora tendo como alvo os chamados bebês-âncora.

Também promete inaugurar uma batalha judicial, porque não está claro se ele teria poderes para fazer isso por meio de uma ordem executiva.

“Sempre me disseram que você precisaria de uma emenda constitucional. Adivinha? Não precisa”, afirmou o presidente, antes de acrescentar que ele poderia fazer isso por uma ordem executiva.

Ao ser informado de que isso era discutível, Trump respondeu que seria possível pôr fim ao direito à cidadania dos filhos de não americanos nascidos nos EUA por meio de um ato no Congresso. “Mas agora eles estão dizendo que eu posso fazer isso com uma ordem executiva.”

O anúncio ocorre em meio a chegada de caravanas de imigrantes na fronteira dos EUA com o México, vindos de países da América Central.

Para conter a chegada desses imigrantes, Trump autorizou o envio de 5.200 soldados à fronteira.

No domingo (28), um grupo com mais de 300 salvadorenhos se reuniu e deixou a capital de El Salvador.

Um segundo grupo se movimenta pela Guatemala e chegou a reunir mais de mil pessoas, antes de se fragmentar. Um grupo maior, estimado em 7.000 pessoas, deixou Honduras em 13 de outubro e está no sul do México.

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