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Trump diz que deportará 3 milhões de imigrantes ilegais dos EUA

A promessa de erguer uma barreira na divisa com o México foi relativizada. O presidente eleito está disposto a instalar grades em vez do muro

Folha de São Paulo
Nova York, EUA
13/11/2016 às 19H42

ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER

NOVA YORK, EUA (FOLHAPRESS) - Os primeiros a ir embora serão até três milhões de imigrantes ilegais e com ficha criminal. É assim que o presidente eleito Donald Trump, pretende começar seu plano de deportação em massa de estrangeiros que estão nos EUA sem autorização, após tomar posse.

"O que estamos fazendo é pegar os criminosos e os que tenham antecedentes criminais, traficantes [...], provavelmente dois ou três milhões de pessoas que vamos tirar do país ou prender", disse em entrevista ao programa de TV "60 Minutes", que vai ao ar neste domingo (13). O discurso duro com imigrantes era o auge da empolgação em seus comícios, quando a multidão bradava: "Construa o muro!".

A promessa de erguer uma barreira na divisa com o México, contudo, foi relativizada. Trump agora se diz disposto a instalar grades ou cercas em vez do "lindo e alto muro", com até 15 metros de altura, que defendeu na campanha. "Sou muito bom nisso, se chama construção", afirmou o empresário do setor imobiliário.

Só após expulsar a leva criminal ele pensará no que fazer com "as pessoas incríveis" que vivem nos EUA sem ficha corrida, mas ilegalmente, afirmou. Uma mudança e tanto de tom, dado que Trump anunciou sua candidatura massacrando mexicanos: "Eles trazem drogas, crimes, são estupradores e alguns, presumo, boas pessoas".

No mesmo dia, o presidente da Câmara, o também republicano Paul Ryan, afirmou que Trump não planeja montar uma "força" para caçar imigrantes em suas casas. "Devemos acalmar as pessoas: este não é nosso foco. Nosso foco é proteger a fronteira."

TWITTER

Trump afirmou que o Twitter o ajudou a ganhar a eleição, servindo de canal direto com milhões de eleitores. Mas, uma vez no Salão Oval, pretende ser "mais contido" ao tuitar, "se sequer o fizer".

Nas últimas 24 horas, ele usou a rede social para elencar desafetos republicanos que ligaram para dar os parabéns, como o clã Bush e o ex-presidenciável Mitt Romney ("muito bom!").

Por lá já atacou dezenas, como uma âncora da Fox News ("me recuso a chamar Megyn Kelly de vadia, pois seria politicamente incorreto"), colegas do partido ("parece que o fracassado Romney quer ensinar republicanos a vencer") e até a Coca Diet ("nunca vi uma pessoa magra tomando uma").

No domingo, antes de criticar o "New York Times" por sua "má cobertura", tuitou que esperava uma "era grandiosa" para "TODOS os americanos". "Vamos nos unir e vencer, vencer, vencer!".

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