Publicidade
Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
Descrição do tempo
  • 26º C
  • 18º C

Treinamento da Marinha simula captura de terrorista na Grande Florianópolis

Curso é ministrado pelo Centro de Operações Policiais Especiais da Polícia Civil aos praças e oficiais

Colombo de Souza
Florianópolis

O Grupo de Ação Fixa da Marinha capturou na sexta-feira (15) um terrorista que planejava atentados em órgãos governamentais de Florianópolis e matou três seguranças do criminoso. O combate urbano ocorreu em um campo aberto de Governador Celso Ramos, distante 40 quilômetros da Capital catarinense.

Oficiais obtiveram informações privilegiadas de que os terroristas estavam próximos a Florianópolis em um carro preto e imediatamente decolaram com o helicóptero da Escola de Aprendizes de Marinheiros. O ataque, com precisão cirúrgica teria que ocorrer, pontualmente, às 9h. “Nossa missão é capturar o terrorista vivo”, orientou o sargento Raro para os colegas que entraram apressados na aeronave.

Daniel Queiroz/ND
Movimentação foi uma simulação do que ocorreu na Batalha de Mogadíscio



No ano passado, a Escola de Aprendizes de Marinheiro foi alvo de atentados no mesmo período em que ônibus eram queimados por facções criminosas em 37 cidades de Santa Catarina. Na época, os militares abafaram o ataque. Sequer passaram para a Polícia Civil investigar. O caso veio à tona somente nessa sexta-feira durante a interceptação ao carro dos terroristas próximo a um acampado em Governador Celso Ramos.

A movimentação dos militares foi uma simulação do que ocorreu na Batalha de Mogadíscio – conhecida como Batalha do Mar Negro –, em 3 de outubro de 1993, na Somália. Na data, tropas americanas foram enviadas ao centro de Mogadíscio para capturar o general Muhammed Farah Aideed, líder de uma das facções políticas, a Aliança Nacional Somali, que estava em luta no país africano. O combate urbano em curta distância mais violento desde a Guerra do Vietnã, é simulado por forças federais e estaduais em situações quase reais de conflito. Neste caso, os militares usam fuzis de assalto de verdade e munições não letais

Treino para defender instalações militares

O treinamento é ministrado pelo Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), da Polícia Civil, aos praças e oficiais da Marinha que integram o Grupo de Reação Fixa. “Este grupo é acionado em casos de extrema necessidade para conter invasores ou outro tipo de atentado nas bases militares”, comentou o capitão de Fragata, Alessandre Fontes Sampaio, comandante da Escola de Aprendizes de Marinheiro de Santa Catarina.

Segundo o instrutor do Cope, Marcelo Sperandio, o objetivo do curso é capacitar os militares em técnicas e táticas de natureza policial, além de fomentar a integração entre as duas instituições. De acordo com Sperandio, as técnicas repassadas são contextualizadas para terem sua aplicação no ambiente operacional da Escola de Aprendizes de Marinheiro, em particular na defesa do perímetro interno e neutralização de ameaças que possam ocorrer nas instalações militares.

O curso ministrado pelo Cope durou duas semanas. “Foram mais de 130 horas de aulas práticas e teóricas. Hoje (sexta-feira) encerramos com esta simulação quase real, na qual os atiradores posicionados na porta do helicóptero têm que parar o carro dos terroristas acertando o motor do veículo”, concluiu Sperandio.

Confira a galeria de fotos 

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade