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TRE-SC realiza simulado em urnas eletrônicas que serão usadas em Santa Catarina

Testes avaliam 11 possíveis situações para analisar tanto comportamento da equipe e dos equipamentos; no Estado serão utilizadas mais de 20 mil urnas

Fábio Bispo
Florianópolis
28/08/2018 às 22H49

No próximo dia 7 de outubro, 147 milhões de brasileiros se deslocarão até os pontos de votação para uma das eleições mais aguardadas desde a redemocratização. Só em Santa Catarina, estima-se 3.760 locais de votação, onde serão utilizadas mais de 20 mil urnas eletrônicas. Para evitar transtornos de última hora, desde segunda-feira (27), até o fim desta semana, Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país realizam simulados nos equipamentos que serão utilizados no dia da votação.

Somente em Santa Catarina serão usadas 20 mil urnas em 3.760 locais de votação este ano - Daniel Queiroz/ND
Somente em Santa Catarina serão usadas 20 mil urnas em 3.760 locais de votação este ano - Daniel Queiroz/ND


O objetivo do simulado é testar a integração de todos os sistemas de software que envolvem o processo eleitoral, desde a votação até a totalização dos votos. Em Florianópolis, o simulado foi realizado nas Zonas Eleitorais e na sede do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina), onde foram testados , 11 cenários de votação que incluem, por exemplo, desde a  votação normal, uma votação com interrupções e utilização de urna de contingência e uma votação normal com boletim de urna final gerado pelo recuperador de dados.  Essas ocorrências foram planejadas a partir das orientações que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) forneceu para a realização do Simulado.

Álvaro Sampaio Neto, secretário de Tecnologia da Informação do TRE-SC, diz que os testes ajudam a prevenir situações aparentemente comuns, mas que podem atrasar ou até mesmo obrigar que alguns locais realizem a votação a moda antiga, com o voto manual.

“Nós testamos desde cenários em que a urna não ligou até aqueles casos com problemas no meio da votação. Também é testado o voto em trânsito, o uso do nome social e a impressão do Boletim de Urna, que é impresso ao fim de todo o processo”, explicou Neto.

Os testes servem tanto para prever o tempo estimado da votação em cada sessão assim como verificar também a incidência de ocorrências. Segundo técnicos do TRE, entre os problemas mais comuns está a falta de papel nos equipamentos. Já os problemas de ordem técnica normalmente são registrados no início e no fim da votação. O histórico de votações anteriores mostra que o índice de troca de urnas é menor do que 2% do total de equipamentos.  Em 2016, 196 urnas precisaram ser trocadas 196 urnas em Santa Catarina, o que equivale a 1,6%.

Urnas passam por simulações para evitar complicações em 7 de outubro. Confira o passo a passo. - Daniel Queiroz/ND
Urnas passam por simulações para evitar complicações em 7 de outubro. Confira o passo a passo. - Daniel Queiroz/ND

Urnas já foram auditadas em 2014

Para garantir a inviolabilidade das urnas eletrônicas, Álvaro Neto explica que todos os equipamentos emitem o chamado boletim zerésimo, que indica que aquele equipamento não tem nenhum voto computado. Ao fim do período de votação, cada equipamento emite cinco vias do boletim de urna, além do cartão que é levado até o local de onde é transmitido para o sistema do TSE.

“A urna não é ligada em rede em nenhum momento durante a votação. Muito tem se questionado sobre as urnas, mas a verdade é que é um sistema seguro e testado”, emendou Neto.

Em 2014, após a derrota de Aécio Neves (PSDB) para a então presidente Dilma Rousseff (PT), os tucanos contestaram o resultado e pediram autorização ao TSE para realizar uma auditoria. Um ano depois, em outubro de 2015, o PSDB apresentou relatório afirmando que não havia conseguido provar fraude.

Na semana passada, o TSE lançou a campanha “Segurança do Sistema Eletrônico da Votação” com o objetivo de reforçar que o processo eleitoral brasileiro é seguro e transparente.  

O cartaz da campanha traz a seguinte mensagem: “30 camadas de segurança são iguais a zero chance de fraude. A urna eletrônica traz agilidade e integridade para as eleições há mais de 20 anos. Ela tem mais de 30 camadas de segurança, não está ligada à internet e garante o sigilo das suas escolhas como eleitor”. 

O  Tribunal destaca que o sistema possui mais de 30 camadas de segurança, que vão desde a criptografia, assinatura digital e tabela de correspondência de todas as urnas utilizadas.

Eleições 2018

  • Eleitores no país: 147 milhões
  • Eleitores em Santa Catarina: 5 milhões
  • Eleitores em Florianópolis: 343,6 mil
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