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TRE-SC investiga 10 suspeitos por disseminação de fake news no Estado

Na manhã desta segunda (22), campanhas dos dois candidatos ao governo de Santa Catarina se reuniram com presidente do Tribunal para colaborarem com a legalidade do processo eleitoral

Fabio Bispo
Florianópolis
22/10/2018 às 13H08

O presidente do TRE-SC, desembargador Ricardo Roesler informou que pelo menos dez pessoas já foram identificadas e terão que prestar esclarecimentos sobre a disseminação de fake news na campanha eleitoral deste ano. Na manhã desta segunda-feira (22), Roesler se reuniu com as duas campanhas que concorrem ao governo de Santa Catarina e pediu apoio aos candidatos.

“É claro que eventuais caneladas e cotoveladas fazem parte dessa propaganda eleitoral no segundo turno, mas tudo transcorrendo dentro da tranquilidade e ética”, disse apontando que todos os casos de notícias falsas serão investigados. No último dia 10, o TRE-SC pediu abertura de inquérito à Polícia Federal para apurar a disseminação de notícias falsas que circulam no Estado.

Presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas - TRE-SC/Divulgação
Presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas - TRE-SC/Divulgação


Compareceram ao encontro na sede do Tribunal, em Florianópolis, o candidato Carlos Moisés (PSL) e o advogado Alessandro Abreu, que representou a candidatura de Gelson Merísio (PSD). O candidato do PSD informou que está doente, por isso não esteve na reunião.

O presidente do TRE também falou das suspeitas levantadas sobre as urnas eletrônicas, muitas delas também baseadas em notícias falsas, e disse que também conta com apoio dos candidatos para afastar tais suspeitas.

“A primeira ação é de agradecer o apoio que até agora tivemos dos candidatos, partidos e coligações, para que tudo ocorra dentro da mais absoluta normalidade. Nós estamos trabalhando com a hipótese de que 99,99% do eleitorado catarinense votou sem nenhum problema e uma minoria está reclamando da lisura das urnas e nós estamos contestando com veemência”, disse Ricardo Roesler.

Segundo Roesler, depoimentos já estão sendo colhidos e as pessoas flagradas disseminando notícias falsas poderão responder na Justiça: “Os suspeitos estão sendo convidados dentro do inquérito a provarem essa situação das fraudes, se não provarem serão incursos nas leis de segurança nacional, código penal, código eleitoral e da lei de contravenções penais”, afirmou.

Moisés diz que militâncias propagam notícias falsas

O único entre os dois candidatos convidados para encontro na Justiça Eleitoral, comandante Moisés (PSL) disse que muitas vezes, as próprias militâncias dos partidos geram fake news. “Afirmam coisas que o candidato não disse. Isso é natural. As pessoas têm que ter esse filtro, saber selecionar, pesquisar a vida dos candidatos, verificar a informação a fundo e não confiar em qualquer fonte”, afirmou.

Sobre as urnas eletrônicas, Moisés afastou qualquer tipo de ação isolada, que não seja o caminho legal para reclamações em caso de problemas na hora da votação:  “A gente sabe que as urnas podem apresentar algum defeito e que há um caminho legal para fazer a reclamação e registrar o problema. É comum acontecer. Nos anos anteriores aconteceu em um volume muito maior do que aconteceu agora neste primeiro turno”, declarou.

Advogado de Merísio diz que “produções são bem feitas”

Representando o candidato Gelson Merísio na reunião com o presidente do TRE, o advogado Alessandro Abreu disse que o encontro foi importante para dar “garantia para a população que todos os candidatos sempre confiam no resultado das urnas”.

Quanto a disseminação de fake news, Abreu disse que as candidaturas têm sido alvo de autorias de conteúdo que não produziram. “Inclusive neste fim de semana foram disparadas duas [fake news], uma atribuindo responsabilidade ao candidato Gelson Merísio e outra ao Moisés, sendo que nenhum dos dois foram autores, e inclusive isso foi comunicado ao Tribunal”, afirmou.

TRE concede liminar para suspender pesquisa falsa

No domingo, o juiz eleitoral Jaime Pedro Bunn determinou, em decisão liminar, que candidatos de uma das coligações se abstivessem de divulgar pesquisa eleitoral falsa nas redes sociais. Segundo a decisão, a pesquisa começou a circular na sexta-feira, logo após a divulgação de uma pesquisa realizada pelo Ibope e devidamente registrada.  Segundo o juiz, chamou a atenção que a pesquisa falsa tinha resultado completamente oposto da pesquisa verdadeira.

Sendo procedente as representações, os responsáveis pela divulgação da pesquisa falsa podem ser condenados ao pagamento de multa.

>> Presidente do TRE-SC aciona Polícia Federal para investigar fake news

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