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Transporte marítimo não tem data para funcionar em Florianópolis

Apesar dos testes bem-sucedidos, implantação depende de autorizações ambientais

Redação ND
Florianópolis
30/07/2018 às 22H37

O transporte marítimo de Florianópolis ainda não tem data para ser implantado, mesmo após os testes bem-sucedidos realizados este ano. O mais recente foi em março, quando um catamarã percorreu em apenas 12 minutos o trecho entre o Centro de Florianópolis e o bairro Ponta de Baixo, em São José, em um dia de chuva e vento. Em mais sete minutos, chegou à Barra do Aririú, em Palhoça. 

Valor da tarifa deve variar entre R$ 8 e R$ 9, equivalente ao transporte coletivo executivo -  Cristiano Andujar/Divulgação
No dia 12 de março, embarcação fez teste no trecho entre a Prainha e a Ponta de Baixo - Cristiano Andujar/Divulgação


Com capacidade para 180 passageiros sentados, a embarcação demonstrou ser uma opção viável e de grande utilidade para a mobilidade urbana de Florianópolis. Entretanto, o sistema aguarda aprovação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), do IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) e da Capitania dos Portos para começar a operar.

O projeto do transporte marítimo de Florianópolis está a cargo do Deter (Departamento de Transportes e Terminais), que desde 2014 tenta obter as licenças para transformá-lo em realidade. No momento, o documento está em análise na Antaq e mesmo após o parecer da agência, ainda serão necessárias as autorizações do IMA e da Capitania dos Portos, o que não tem prazo para acontecer. 

De acordo com o diretor de Transportes do Deter, Amarildo Souza, “todos já sabem da importância de um novo modal para o transporte coletivo na Capital, por isso trabalhamos incessantemente para tirar esse projeto do papel", afirma. 

Quando o transporte marítimo for autorizado, a empresa que realizou os testes em março, será a primeira o operar porque já possui as licenças necessárias. "Depois, um processo de licitação deverá ser aberto, com prazo mais extenso, para ampliar o serviço e permitir à empresa vencedora investir e ter retorno a longo prazo", explica o diretor.

Integração de modais

O transporte público de Florianópolis já realizou testes para embarque e desembarque de passageiros nas proximidades do Centrosul, onde há um pequeno trapiche, e a prefeitura estuda a ligação do transporte marítimo com o urbano. "O município de Florianópolis fará a integração física desse espaço, onde o transporte coletivo possa estar próximo do marítimo, e quem sabe no futuro a integração tarifária também", disse o secretário de Mobilidade Urbana, Marcelo Silva.

Com apenas uma ligação com o continente, feita através das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, a população sofre diariamente com filas e congestionamentos no trânsito. O transporte marítimo seria uma oportunidade de ligar a Capital aos municípios de São José, Biguaçu e Palhoça através de um sistema que custaria, em média, R$ 8 para os passageiros, preço equivalente ao transporte coletivo executivo.

>> Veja a reportagem do #Balanço Geral Florianópolis:

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