Publicidade
Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 27º C
  • 22º C

Transparência e exemplo, diz presidente da Alesc sobre fim do auxílio saúde aos deputados

Projeto votado na quarta-feira extinguiu resolução que autorizava reembolso ilimitado com despesas médicas; atual legislatura já havia reembolsado R$ 4 milhões

Redação
Florianópolis
13/09/2018 às 22H04

O fim do auxílio saúde, votado na quarta-feira (12) pela Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), repercutiu positivamente para os deputados que votaram pelo fim do benefício. O exemplo dado pelos 21 parlamentares que se apresentaram no plenário para revogar a resolução 90/92, que dava direito ao reembolso ilimitado com despesas médicas, foi destacado pelo presidente da Casa, Silvio Dreveck (PP), que aponta novos ventos para forma de se fazer política.

Para Silvio Dreveck, atos públicos devem ser mais transparentes - Eduardo Guedes/Agência AL/Divulgação/ND
Para Silvio Dreveck, atos públicos devem ser mais transparentes - Eduardo Guedes/Agência AL/Divulgação/ND


A unanimidade entre os presentes na sessão foi sintetizada por Jean Kuhlmann (PSD), que foi relator da matéria na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ao apontar que os deputados têm que serem capazes de oferecer a transparência exigida pela sociedade. “Esse é um ato de Justiça com a sociedade e com o parlamento. Eu nunca utilizei o auxílio saúde e nem conhecia o benefício. Hoje, a sociedade exige mais transparência, todo deputado tem condições de ter um plano de saúde pago com seu próprio salário”, afirmou Kuhlmann.

>>Gastos com auxílio saúde na Alesc passaram de R$ 4 milhões na atual legislatura

Dreveck, que foi reconduzido à presidência da Casa Legislativa após a morte de Aldo Schneider (MDB), não escondeu a satisfação de conduzir a votação histórica. Ele conversou com o Notícias do dia sobre o assunto e na mesma toada afirmou que os atos públicos devem ser cada vez mais transparentes.

O projeto de resolução que acabou com o auxílio saúde na Alesc foi proposto pelos deputados Ana Paula Lima, Dirceu Dresh e Luciani Carminatti, todos do PT, no dia 1º de agosto.

Notícias do Dia - Presidente, o projeto de resolução teve uma tramitação rápida. O que colaborou para a rapidez em votar o projeto?

Silvio Dreveck – Na verdade, quando ele foi encaminhado pela CCJ para votação eu manifestei que se nenhuma outra comissão requeresse o projeto eu colocaria imediatamente em votação. Foi um compromisso que assumi comigo mesmo de que não criar nenhuma dificuldade para esta matéria.

ND – Na sua opinião, onde foi que a Alesc errou por todos esses anos mantendo o benefício que por muitos acabou sendo considerado privilégio?

SD – O que a Alesc deveria ter feito desde o começo era ter imposto um limite de gastos. Eu defendo muito o modelo da coparticipação, como já ocorre em outros órgãos e na iniciativa privada. Tudo isso com critérios, do quanto se pode gastar por procedimentos. Mas naquele tempo [resolução é de 1992] a Alesc era muito oito ou oitenta.

ND – O que representou a votação do fim do auxílio saúde para além da economia que a Alesc vai ter?

SD – Hoje, todos os poderes precisam reduzir despesas. A política pública tem que mudar e isso começa pelos políticos. Se não tem o compromisso e mudar e melhorar porque então estão aí. Nós, políticos, temos que mostrar isso com atitudes e fatos reais, como fizemos com essa votação.

Publicidade

1 Comentário

Publicidade
Publicidade