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Traições na terceirização mostram instabilidade na base do governo

No PMDB de Temer, 10 dos 44 deputados presentes votaram contra o governo, que apoia a liberação ampla para a terceirização

Folha de São Paulo
São Paulo
23/03/2017 às 09H45

RANIER BRAGON

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O mapa de votações da aprovação da regulamentação da terceirização nesta quarta-feira (22) mostrou traições ao governo em todos os partidos da base de apoio a Michel Temer.

A estreita margem -231 a 188, apenas 43 votos de diferença- apesar da ampla base formal de Temer, sinaliza a dificuldade que o governo terá para aprovar dois temas correlatos e com potencial maior de polêmica, as reformas trabalhista e da Previdência.

Houve protestos na Câmara durante a votação - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Houve protestos na Câmara durante a votação - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Câmara aprova projeto de 1998 que libera terceirização ampla nas empresas e setor público

No PMDB de Temer, 10 dos 44 deputados presentes votaram contra o governo, que apoia a liberação ampla para a terceirização. No PSDB, principal aliado do Planalto, foram 11 traições no grupo dos 43 deputados na sessão.

"O silêncio desse plenário quando Vossa Excelência anunciou o resultado mostra a vergonha que a maioria sentiu ao rasgar a CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] desse país", discursou o oposicionista Henrique Fontana (PT-RS), se dirigindo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O governista José Carlos Aleluia (DEM-BA) minimizou o placar apertado. "Esse é um tema complexo, muito debatido no passado. Sobre as reformas, cada jogo é um jogo."

O problema para o Planalto é mais significativo na reforma da Previdência, já que é necessário um apoio expressivo para sua aprovação, por se tratar de emenda à Constituição -308 dos 513 deputados.

Por isso, o Planalto já recuou e retirou os servidores estaduais e municipais da proposta ao chegar à conclusão de que não teria votos suficientes para aprovar a medida, que é a prioridade de Temer para 2017.

A base governista diz que haverá mais mudanças.

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