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Toxina começa a causar prejuízos à maricultura catarinense

Interdição dos cultivos de ostras e mexilhões paralisa a cadeia produtiva desde o dia 19

Brunela Maria
Florianópolis
26/10/2017 às 09H58

A Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca recebeu na quarta-feira (25) representantes dos produtores de ostras e mexilhões e apresentou um balanço das áreas infectadas pela toxina paralisante (PSP). A expectativa dos maricultores, especialmente das cidades mais afastadas dos pontos onde o problema foi identificado, no último dia 19, era ver a colheita e o consumo liberados. Apesar disso, eles receberam a notícia de que terão que esperar um pouco mais até que a concentração das microalgas que causam o problema diminua. A preocupação, no entanto, é com os prejuízos que o setor começa a acumular, sem poder escoar a sua produção.

Em edições anteriores, mais de 30 mil dúzias de ostras foram comercializadas - Marco Santiago/ND
Cultivo e consumo de ostras e mexilhões está suspenso - Marco Santiago/ND


“A decisão é manter a interdição até termos mais subsídios de segurança para liberar. Há várias áreas em Florianópolis que não foram detectas amostras positivas da toxina, no entanto, por cautela não liberamos e explicamos aos produtores os motivos da decisão”, disse o gerente de Pesca e Aquicultura, Sergio Winckler da Costa.

Com a presença da toxina, como são animais filtradores, os mariscos e ostras não são perdidos. Precisam apenas de um tempo em águas livres das microalgas. Mesmo assim os produtores deixam de entregar seus produtos aos fornecedores e famílias inteiras podem até passar dificuldades. “Escutamos os produtores, mas eles sabem que é preciso interditar até uma análise nos garantir a liberação. Cada um tem a sua problemática, mas de forma geral, escutaram os nossos argumentos, os porquês do fechamento e acompanharam os resultados. Por enquanto, só adiantamos que não há previsão de quando iremos liberar novamente”, complementou o gerente..

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