Publicidade
Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018
Descrição do tempo
  • 25º C
  • 16º C

Testemunha afirma que helicóptero que caiu em Joinville seria usado para resgate de preso

A hipótese mais provável é de que a aeronave teria sido raptada para resgatar o traficante "Calango", da Penitenciária Industrial

Redação ND
Florianópolis
11/04/2018 às 19H13

Pouco mais de um mês após a queda do helicóptero que matou três pessoas em Joinville, a Polícia Federal já tem informações sobre o caso e já ouviu as testemunhas, mas os agentes ainda aguardam os laudos da perícia técnica. A investigação se encaminha para a conclusão e a hipótese mais provável é de que a aeronave teria sido raptado para resgatar o traficante Paulo Henrique Artmann dos Santos, conhecido como “Calango”, da Penitenciária Industrial. A versão foi confirmada por uma testemunha.

Helicóptero caiu em Joinville após ser sequestrado - Windson Prado/Jornal de Joinville
Helicóptero caiu em Joinville após ser sequestrado - Windson Prado/Jornal de Joinville


Embora o Cindacta II (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo II), de Curitiba, afirma não ter recebido o código internacional 7.500, que indicaria o sequestro, do piloto, as circunstâncias da queda estão sendo tratadas como um caso inédito na história de Santa Catarina.

Depois de receber alta, o suspeito Daniel da Silva foi encaminhado para o Presídio Regional. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau e ficou quase duas semanas em coma. Segundo a polícia, o depoimento do sobrevivente não colaborou com as investigações, pois Daniel limitou-se a informar que não se lembra de nada por causa da queda.

A Defensoria Pública da União formalizou que não está mais no caso, uma vez que uma advogada, contratada de forma particular, assumiu a defesa.

Ao que tudo indica, o inquérito será desmembrado e o único sobrevivente será denunciado por sequestro, entre outros crimes. Já os demais envolvidos devem ser investigados separadamente.

O prazo para a conclusão do inquérito, que já havia sido renovado, foi prorrogado novamente. A Polícia Federal de Joinville enviou para a justiça um relatório do que foi apurado nesses 30 dias. A estimativa é de que a conclusão total da investigação demore pelo menos um ano, devido à complexidade do caso e das poucas provas existentes.

Imagens, depoimentos e comprovações técnicas devem compor a materialidade do crime. Embora o exame cadavérico não tenha sido emitido oficialmente, a polícia sabe que o suspeito de ser um dos sequestradores, Ivan Alexsander Zurman Ferreira, de 24 anos, fez uso de maconha antes do vôo. A substância foi apontada no exame toxicológico da vítima.

Na queda, ocorrida no dia 8 de março, outras duas pessoas morreram. O piloto, Antonio Mario Aguiar, 57 anos, e o auxiliar de pista, Bruno Siqueira, 20.

>> Mãe de jovem envolvido em sequestro de helicóptero lamenta o crime

>> Sobrevivente da queda do helicóptero acorda após quase duas semanas em coma, em Joinville

Publicidade

0 Comentários

Publicidade
Publicidade