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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Tesoura do governo não assusta concurseiros e escolas de Florianópolis

Anúncio de corte no orçamento é mais psicológico do que real, afirmam escolas de concursos da capital catarinense

Danilo Duarte
Florianópolis

 

Rosane Lima/ND
“O efeito é mais psicológico”, afirma Eliseu Polese, diretor da Evolução Concursos

 

Uma das primeiras medidas adotadas pela presidente Dilma Rouseff após ser empossada foi o contigenciamento nas despesas para este ano, em especial na folha de pagamento do poder executivo. A projeção é que R$ 50 bilhões sejam retidos nos cofres com ações que incluem o adiamento na nomeação de concursados e a realização de novos concursos.

Apesar deste anúncio, as escolas de Florianópolis continuam a registrar bons índices de procura por novas turmas. De acordo com as empresas de cursos voltados a concursos, a medida anunciada não é novidade para o setor. “O efeito é mais psicológico do que prático”, afirma Eliseu Polese, 30 anos, diretor da Evolução Concursos.

Na escola são atendidos cerca de 3.000 alunos por ano, em turmas com estudos específicos para determinados concursos ou salas cheias de pessoas em busca de mais conhecimento para qualquer tipo de prova.

Em outro estabelecimento, também no Centro de Florianópolis, a situação não é diferente. “Já ouvimos estas promessas de cortes e enxugamento da folha em anos anteriores, mas sabemos que o ritmo de crescimento do país exige novas contratações”, aposta Dreyfon Stuart, 31, gestor pedagógico do Complexo Educacional Damásio de Jesus, por onde passam outros 1.000 estudantes todos os anos.

A procura pela tão sonhada estabilidade profissional não deve ser abandonada por conta do provável adiamento dos concursos. É o que mostra Ana Elise Luz de Carvalho, 37 anos, que estuda para prestar seu 16º concurso público, desta vez para a Polícia Federal.

Hoje, Ana é servidora concursada da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) e atua no Parque Ambiental do Rio Vermelho como analista ambiental. Quando não está no trabalho, ela se vê cercada de livros e cadernos.

Foi com este afinco que ela já passou em outras duas vezes e conta que ainda se surpreende quando vê seu nome na lista de aprovados. “É uma emoção indescritível, mesmo não sendo a primeira vez”, explica.

 

Cortes podem, no máximo, adiar provas

Pelas previsões de Stuart e Polese, o cenário mais provável é o adiamento na realização de um de pelo menos quatro concursos públicos com abrangência nacional. “O edital que descreve como será a avaliação dos candidatos às vagas da Polícia Federal pode acabar ficando para o segundo semestre deste ano”, aposta o gestor pedagógico.

É de olho neste prazo que Ana Elise reforça os estudos. A intenção dela é se candidatar a uma vaga de agente da PF, o que deve triplicar seus rendimentos mensais. Como o edital ainda não foi lançado, ela estuda de acordo com as orientações dos professores que lecionam na Evolução.

“Outra forma de estar sempre atento aos detalhes é visitar sites especializados e ler notícias em jornais, conversar com outras pessoas e não se distrair”, ensina a “concurseira” veterana, com a habilidade de quem busca sua quarta aprovação em concursos.

Os editais para outros concursos, como os da Receita Federal , INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e Banco Central são aguardados também com ansiedade e não devem ser cancelados, prevê Stuart. “Até 2015, cerca de 85% dos servidores da Previdência Social estarão em fase de aposentadoria, então será preciso um novo efetivo”, lembra.

No caso da Polícia Federal e Receita Federal, é a realização de eventos esportivos mundiais que deve garantir a realização dos concursos. “Com a Copa do Mundo e as Olimpíadas, não há dúvidas de que será preciso mais gente trabalhando”, aposta Stuart, otimista.

 

Investimento que cabe no bolso

Para auxiliar o candidato nos estudos para os concursos, as escolas oferecem duas modalidades de ensino: com turmas voltadas a cada prova ou salas de ensino regular, que funcionam em paralelo aos exames.

Para o primeiro caso, o período é de um semestre na Evolução Concursos, com parcelas de R$ 220 ou valor único de R$ 1.200, incluindo material didático. O investimento em estudos específicos pode variar de R$ 390 a R$ 690, de acordo com o grau de complexidade do concurso, enquanto o período de estudos oscila entre dois e três meses.

Na Damásio de Jesus, os valores oscilam entre R$ 200 e R$ 380 em estudos que duram entre dois meses e um ano para ambas as situações. O importante, independente da escolha, é que o estudante se planeje para começar a estudar o quanto antes. “Quem já estiver estudando para concursos que ainda podem ser adiados tem o privilégio de poder se dedicar mais porque se preparou antes”, lembra Polese.

* Para saber mais informações sobre os concursos públicos em andamento e previstos, leia o Negócios Já, encartado aos domingos no Notícias do Dia.

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