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Terremoto deixa ao menos 98 mortos e mais de 200 feridos na Indonésia

Testemunhas disseram que o terremoto cresceu em intensidade durante vários segundos, quebrando janelas e portas

Folha de São Paulo
São Paulo (SP)
06/08/2018 às 17H27
O abalo veio uma semana depois de outro de magnitude 6.4 que deixou 14 pessoas mortas na região - ADEK BERRY / AFP
O abalo veio uma semana depois de outro de magnitude 6.4 que deixou 14 pessoas mortas na região - ADEK BERRY / AFP


SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos 98 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas neste domingo (5), quando a ilha de Lombok, na Indonésia, foi atingida por um terremoto de magnitude 7, afirmaram as autoridades.

Segundo o porta-voz da agência nacional de gestão de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, o número ainda deve crescer. Ele afirmou que só será possível saber a real extensão do terremoto quando as cerca de 13 mil casas atingidas pelo tremor forem examinadas.

A agência pediu que as pessoas ficassem longe do mar —ainda que uma alerta inicial de tsunami inicialmente emitido tenha sido suspenso.

Testemunhas disseram que o terremoto cresceu em intensidade durante vários segundos, quebrando janelas e portas. Tremores secundários foram registrados.

A maioria das mortes ocorreu nas regiões norte e oeste de Lombok.

Na cidade de Mataram, o fornecimento elétrico foi cortado e os pacientes tiveram de ser retirados dos principais hospitais.

Imagens divulgadas pela imprensa mostravam pacientes em macas fora de uma clínica, enquanto eram atendidos por médicos.

O sismo foi sentido por vários segundos também na ilha de Bali, onde as pessoas saíram correndo de casas, hotéis e restaurantes.

“Todas as pessoas no hotel estavam correndo, então eu também corri. As pessoas lotaram as ruas”, disse a turista australiana, Michelle Lindsay. “Diversas autoridades pediram para as pessoas não entrarem em pânico.”

O ministro da Justiça e de Assuntos Internos, Kasiviswanathan Shanmugam, disse que estava no décimo andar de um hotel que tremeu de forma vigorosa, fazendo rachaduras nas paredes. “Era impossível de ficar em pé.

Como a região é marcada pela grande presença de resorts, o tremor provocou pânico entre turistas. Houve pequenos danos nos aeroportos de Lombok e de Bali, que, porém, não pararam suas atividades.

O abalo veio uma semana depois de outro de magnitude 6.4 que deixou 14 pessoas mortas na região.

A Indonésia está situada no Círculo do Fogo, um arco de vulcões e falhas geológicas na bacia do Pacífico.

'Achei que ia ser pisoteada', diz brasileira que sentiu terremoto em Bali

Pânico, correria e gritos. Assim a artista plástica brasileira Cristiana Ventura, 34, descreve o momento em que a terra começou a tremer durante o terremoto que atingiu a Indonésia e deixou ao menos 98 mortos e 200 feridos na noite de domingo (5).

Moradora de Bali desde fevereiro deste ano, Cristiana estava com os pais em um teatro da cidade de Ubud na hora do tremor.

"De repente, começou a sacudir muito. Achei que fosse algum caminhão passando do lado de fora, mas foi ficando mais forte, mais forte, e aí vi as pessoas correndo, gritando, desesperadas", relata.

A brasileira conta que as pessoas jogavam cadeiras e derrubavam móveis para sair do edifício.

"Fiquei muito nervosa, achei que ia ser pisoteada. Fiquei com medo pelo meu pai, que é cardíaco e não caminha muito rápido. Nossa sorte é que estávamos na lateral, que era aberta, e conseguimos sair", lembra.

Apesar de a região de Lombok ter sido a mais atingida, o tremor de magnitude 7 também causou danos à ilha de Bali.

Segundo Cristiana, o terremoto e as réplicas que o sucederam duraram de 10 a 12 minutos.

Na manhã desta segunda-feira (6), ela acordou com outro tremor, só que mais leve. Também houve alerta de tsunami, mas já foi desativado.

A artista plástica conta que, desta vez, sentiu o abalo muito mais forte do que na semana passada, quando outro terremoto atingiu o país.

"No outro, era madrugada e senti um balancinho, parecendo um barco se mexendo. Levantei para ir ao banheiro e vi que as janelas, as portas, os cabides do armário estavam sacudindo. Mas foi diferente. Foi bem mais gentil", afirma.

Cristiana, que planejava viajar para as ilhas mais turísticas de Lombok durante a visita de seus pais à Indonésia, teve de mudar os planos de viagem. A família decidiu passar os próximos dias na Tailândia.

"Fecharam os portos, não dá para visitar nenhuma outra ilha nesta área. E tenho medo de novos terremotos, até de um tsunami. Não faz sentido colocar meus pais em risco ficando aqui."

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