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Temporada de verão já agrada comerciantes da Guarda do Embaú, em Palhoça

Um dos principais destinos turísticos do Estado, a praia que é Reserva Mundial do Surfe já recebe 20% a mais de visitantes que no ano passado

Brunela Maria
Palhoça
08/01/2018 às 11H38

A temporada de verão mal começou, mas a forte presença de visitantes vem deixando animados os comerciantes da Guarda do Embaú, um dos principais destinos turísticos de Santa Catarina. Em áreas como alimentação, vestuário e até nos estacionamentos, o movimento melhorou até 20% em relação à temporada passada. Tanto que, para quem quer trabalhar, não falta oportunidade na praia mais charmosa de Palhoça e destino preferido dos surfistas.

Fluxo de visitantes melhorou nas últimas duas semanas  - Marcos Horostecki/ND
Fluxo de visitantes melhorou nas últimas duas semanas - Marcos Horostecki/ND


O atendimento ao turista na areia é um dos diferenciais da Guarda do Embaú. Além de as barracas oferecerem drinks e os mais variados pratos de verão, como porções e petiscos, chamam a atenção pelo esforço em cativar e agradar o visitante. Em anos anteriores, os comerciantes, mesmo assim, sentiram o peso da crise. Desde que o sol voltou a brilhar no Estado, no entanto, eles não têm do que reclamar.

“Estamos vendendo muito bem. Está muito melhor que o ano passado, quando as pessoas traziam tudo de casa”, diz a comerciante Sandra Laurindo, 43. Ela começa a trabalhar com sua equipe às 8 da manhã e só sai da praia depois das 21h. “Para dar conta tivemos que contratar mais gente esse ano. Eu já tenho seis pessoas, mas tem barraca que ainda está contratando”, continua.

Como o espaço para carros na Guarda do Embaú é pequeno, os estacionamentos sempre tiveram grande importância na comunidade. Um dos mais tradicionais, o Estacionamento Cabral, vive dias de lotação máxima. “Abriram outros estacionamentos, aumentou a concorrência, mas mesmo assim o movimento tem surpreendido”, garante Gabriel Correia, 45, responsável pelo estabelecimento.

Esforço para manter a praia e o rio limpos

A torcida dos comerciantes da Guarda é para que o movimento permaneça em alta e não haja problemas de infraestrutura. Segundo eles, já houve falta de água nos dias de maior movimento, mas a maior preocupação é com o esgoto, que é alvo inclusive de uma ação na justiça, que obriga a prefeitura a implantar um sistema de captação e tratamento. Cada comerciante paga cerca de R$ 450,00 pela limpeza regular das fossas por empresas particulares. “A balneabilidade da praia, atestada pela Fatma, é resultado do esforço da nossa comunidade, que luta para que o esgoto não vá parar no rio”, acrescenta Correia.

Na areia o número de banheiros químicos ainda é considerado insuficiente, segundo o presidente da Associação de Moradores, Adriano Silveira, mas a coleta de lixo está acontecendo todos os dias e foram disponibilizados mais contêineres de armazenamento. Com isso as ruas têm ficado mais limpas, o que também está gradando o visitante. “Estamos recebendo uma média de 5 mil pessoas por dia. Já registramos alguns problemas com a falta de água, mas a tendência é termos uma grande temporada. Estamos mais organizados”, acrescentou.

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